Opinião

Dividir o avião

Sessenta anos depois, percebo termos criado um monstro, capaz de acelerar a pobreza de país rico e deixar-nos ao léu diante da pandemia

Uma fila de passageiros aguarda a sua vez no balcão de check-in da Ryanair no Aeroporto Ciampino, Itália. (Foto: iStock)
Uma fila de passageiros aguarda a sua vez no balcão de check-in da Ryanair no Aeroporto Ciampino, Itália. (Foto: iStock)
Apoie Siga-nos no

“O que fala em Cristo, age como um fariseu”. Obrigado Zeca Baleiro. É o que tenho visto, chegando aos 76 anos de vida. Os 16 anteriores, criança, púbere, adolescente, sei lá, pensei os adultos fazerem Brasil melhor. Esperei e, sessenta anos depois, percebo termos criado um monstro, capaz de acelerar a extrema pobreza de país rico e deixar-nos ao léu diante de mortal pandemia.

Mal sei o quanto os mais velhos tentaram. Desconfio que não o conseguiram. Fizeram-me, no entanto, melhor e mais forte para continuar na luta. Precária, tantas as doenças que nos angustiam.  

O desafio é não parar até que, espero, um grande amigo sugira escrever em meu epitáfio o quanto tentei. Pode ser inscrito no túmulo da família no cemitério do Araçá, São Paulo, ou em caixa de crematório. Nada decidi, ainda. Deixarei a tarefa a vocês, família, herdeiros de uma cabeça maluca.

Vejam aí. Se no túmulo da família, certeza e nem devem irem me visitar. Costume ultrapassado, altos custos de manutenção desnecessários, hectares de terras inúteis prestes ao esgotamento. 

Caixinhas, cinzas ao vento, local apaixonante se desconfiarem, eliminarão trabalho, mobilidade, e inútil passado lembrado em fotos amarelecidas. Será o suficiente.

Pílulas Opinativas: Síndrome do pânico.

Sinais: ataques inesperados e frequentes de medo e angústia. Evitem situações que possam trazer medo. Fujam do bolsonarismo.

O tratamento, além do psicoterápico, à base de medicamentos inclui antidepressivos, como os inibidores seletivos da recaptação da serotonina. Por exemplo, Paroxetina ou Citalopran. Benzodiazepinas também podem ser prescritos pelos médicos.

Os sintomas devem reduzir progressivamente em algumas semanas. Se não melhorarem, converse com seu médico. Não suspenda a medicação sem antes consultar seu médico e nem ouçam as ideias de RIP, o Regente Insano Primeiro. Elas podem levar à fatalidade.

Diazepam®

O medicamento pertence a um grupo chamado benzodiazepínico. Sedativo que também exerce efeito contra ansiedade, convulsões e é relaxante muscular. Consulte seu médico sobre a dose ideal para o seu caso.

Testado, o pânico passará após algumas semanas ou, mais grave, até a queda de Jair Bolsonaro, em 2022.

Inté! 

Nota: assim como a já exposta redução gradativa de minha pouca cobiçada estatura a cada ano, também diminuo tamanho de minhas colunas. Ainda que para menos ser lido. Não são mais os textos que conferem a amplitude do que meus pensamentos, mas de como as publicações assim as promovem. Beijos.

Rui Daher

Rui Daher
Criador e consultor da Biocampo Desenvolvimento Agrícola.

Tags: ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.