Colunas
Desemprego se mantém baixo, contrariando Ibope/CNI
O grande problema nacional do início dos anos 2000 parece ter sido superado. Àquela época o desemprego era superior a 12%. Hoje, são registradas de forma consecutiva taxas menores que 6%. A taxa de desocupação foi de 5,8% em maio, foi a menor taxa para […]
O grande problema nacional do início dos anos 2000 parece ter sido superado. Àquela época o desemprego era superior a 12%. Hoje, são registradas de forma consecutiva taxas menores que 6%.
A taxa de desocupação foi de 5,8% em maio, foi a menor taxa para mês desde que foi iniciada a série em 2002. Entre março e maio, o desemprego praticamente se manteve estável. Estes são números oficiais da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Curioso, no entanto, que a pesquisa divulgada pelo Ibope/CNI mostrou que 40% das pessoas, em março, desaprovavam a política de combate ao desemprego e, agora, este número subiu para 45%.
Em outras palavras, enquanto o baixo desemprego é recorde aumenta o número de pessoas que desaprova a política de combate ao desemprego. E aumentou de forma significativa em curto espaço de tempo. Será que as pessoas consultadas pela pesquisa Ibope/CNI respondem o que sentem ou respondem influenciadas pelo que ouvem falar sobre as políticas do governo? A reposta é a segunda opção. Mais uma prova de que o governo precisa melhorar a sua comunicação com a sociedade.
A opinião de colunistas e articulistas não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



