João Sicsú

joaosicsu@cartacapital.com.br

Professor do Instituto de Economia da UFRJ, foi diretor de Políticas e Estudos Macroeconômicos do IPEA entre 2007 e 2011.

Colunas

Desemprego se mantém baixo, contrariando Ibope/CNI

O grande problema nacional do início dos anos 2000 parece ter sido superado. Àquela época o desemprego era superior a 12%. Hoje, são registradas de forma consecutiva taxas menores que 6%. A taxa de desocupação foi de 5,8% em maio, foi a menor taxa para […]

Desemprego se mantém baixo, contrariando Ibope/CNI
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O grande problema nacional do início dos anos 2000 parece ter sido superado. Àquela época o desemprego era superior a 12%. Hoje, são registradas de forma consecutiva taxas menores que 6%.

A taxa de desocupação foi de 5,8% em maio, foi a menor taxa para mês desde que foi iniciada a série em 2002. Entre março e maio, o desemprego praticamente se manteve estável. Estes são números oficiais da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Curioso, no entanto, que a pesquisa divulgada pelo Ibope/CNI mostrou que 40% das pessoas, em março, desaprovavam a política de combate ao desemprego e, agora, este número subiu para 45%.

Em outras palavras, enquanto o baixo desemprego é recorde aumenta o número de pessoas que desaprova a política de combate ao desemprego. E aumentou de forma significativa em curto espaço de tempo. Será que as pessoas consultadas pela pesquisa Ibope/CNI respondem o que sentem ou respondem influenciadas pelo que ouvem falar sobre as políticas do governo? A reposta é a segunda opção. Mais uma prova de que o governo precisa melhorar a sua comunicação com a sociedade.

A opinião de colunistas e articulistas não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.

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