Marjorie Marona

Professora da UFMG, coordenadora do Observatório da Justiça no Brasil e na América Latina e pesquisadora do INCT IDDC.

Opinião

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Cadáver insepulto

O estranho caso da força-tarefa que, mesmo morta, completa 10 anos de vida

Créditos: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arte: Larissa Fernandes/Agência Pública
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Não há como falar da política brasileira recente sem se dedicar a compreender a Operação Lava Jato, que veio a público há dez anos e desencadeou uma série de eventos que, se não se reduzem aos seus desdobramentos, tampouco podem ser compreendidos a despeito da sua existência. O malfadado impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, a prisão do então pré-candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva e a vitória eleitoral de Jair Bolsonaro, em 2018 – tudo tem a marca daquela força-tarefa cujo papel histórico é ainda hoje disputado.

A Lava Jato foi uma força-tarefa de combate à corrupção. Os investimentos dos governos do PT – pasmem! – no reforço da burocracia de controle redundaram na adoção de um modelo de combate à corrupção que dava primazia à via criminal e reservava protagonismo à polícia, ao Ministério Público, aos magistrados e aos tribunais. A primeira operação integrada foi deflagrada uma década antes da Lava Jato, que viria a se tornar a maior expressão do modelo de forças-tarefas de combate à corrupção no País. Nesse sentido, a Lava Jato é uma novidade institucional, mas ela é mais que isso.

Este texto não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.

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