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As boas notícias para Lula na rodada mais recente de pesquisas
O presidente não apenas lidera as intenções de voto com uma vantagem consistente, como também vê seu governo e sua popularidade melhorarem, algo fundamental para a vitória
A análise agregada das pesquisas divulgadas por quatro institutos – Datafolha, AtlasIntel, Ideia/Meio e Quaest – nas duas últimas semanas mostra como o eleitorado está a 10 dias do começo das eleições de 2026: Lula não apenas lidera as intenções de voto com uma vantagem consistente sobre a extrema-direita, como também vê seu governo e sua popularidade melhorarem, algo fundamental para a vitória.
Primeiro, o quadro das intenções de voto:
Nos quatro levantamentos, independentemente da metodologia, a diferença de Lula para Flávio Bolsonaro oscila entre 8% e 9%, o que configura um quadro de liderança do atual presidente consolidada na corrida eleitoral.
Um segundo dado positivo para Lula é o da rejeição:
Em todos os institutos, o filho de Bolsonaro aparece como mais rejeitado do que Lula. Em uma eleição marcada pela polarização, as pessoas votam tanto no candidato que preferem que ganhe quanto contra o candidato que não querem que vença em nenhuma hipótese. E isso favorece o atual presidente.
Essa combinação de dados se reflete no isolamento de Flávio Bolsonaro, que não conseguiu apoio formal de nenhum partido. Assim, ele terá menos tempo de televisão e uma chapa bolsonarista com dificuldades de ampliar.
A recusa de vários partidos em apoiar Flávio se explica pela perspectiva de poder e pelos arranjos estaduais. E é ai que a melhora da avaliação de Lula tem maior peso. Os diretórios estaduais de partidos como Progressistas, União Brasil e Republicanos começam a sentir o ambiente do eleitorado, que melhora de humor na medida em que as políticas públicas e programas sociais do governo fazem efeito e/ou são mais comunicadas para a população. Para a maioria das candidaturas ao parlamento federal e estadual, é preciso surfar nessa onda agora e convencer o eleitorado de que continuará surfando no próximo governo. Apenas as lideranças mais ideológicas da extrema-direita podem prescindir desse cálculo mais pragmático.
Primeiro, a aprovação de Lula.
Nos quatro levantamentos há empate técnico entre quem aprova e desaprova Lula, o que não ocorria desde 2023. Em todos eles, a curva de avaliação positiva é ascendente e a de reprovação é de recuo. Essa tendência de melhora na aprovação do presidente é reforçada pelos dados de avaliação do governo.
Este é o tópico em que as diferentes metodologias mais impactam na discrepância de resultados. Sobretudo no caso da Atlas, cujo padrão destoa dos demais; e também na Quaest, que organiza os dados de modo diferente, usando positivo em vez de ótimo/bom e negativo em vez de ruim/péssimo. Mesmo assim, nas quatro pesquisas, a curva é de melhora. No Atlas, por exemplo, o saldo negativo da avaliação (diferença entre desaprovação para aprovação) caiu de 6% no final de junho para 3,6% no final de julho.
E, neste caso, conta muito que os dois levantamentos mais recentes – datados de 05 de agosto – estejam com números melhores para Lula. Afinal, a aposta da campanha de Lula é que a avaliação do seu governo vai melhorar a cada semana e é isso que o agregado dos diferentes institutos mostra.
A campanha eleitoral começa formalmente em 16 de agosto, embora a cabeça do eleitorado esteja cada dia mais ligada na disputa presidencial. E o retrato deste eleitorado a dez dias do começo do pleito confirma que o Brasil está preparado para derrotar a extrema-direita mais uma vez.
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