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A On está in

A marca suíça projeta lojas próprias em São Paulo e no Rio de Janeiro

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Foto: Reprodução
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A On, marca suíça fundada em 2010, pode ser vista em muitos pés e camisetas no Brasil. Agora, a estratégia de expansão no País­ conta com a abertura das primeiras lojas próprias. As unidades começaram a operar no JK Iguatemi e no ­MorumbiShopping, ambos na capital paulista. Uma terceira loja está prevista para o Shopping Leblon, no Rio de Janeiro, antes do fim do ano.

A aposta no mercado brasileiro faz parte de uma estratégia mais ampla de consolidar a presença da marca na América Latina, aproximando o consumidor da experiência On. Hoje, os produtos da empresa estão presentes em cerca de 200 lojas multimarcas no País e caíram no gosto de uma fatia de consumidores que buscam novidades além das marcas tradicionais. A empresa quer, com as unidades próprias, criar pontos de experimentação especializados na On e espaço de comunidade.

A estratégia de marketing da marca tem sido bem-sucedida em um mercado muito competitivo. A empresa investe em produtos de performance com apelo de lifestyle, em ações com atletas de destaque e em uma construção que associa a marca à ideia de alta performance e modernidade. No centro dessa comunicação está o tenista Roger Federer, investidor e rosto simbólico da On, além do patrocínio a jovens talentos como o brasileiro João Fonseca.

Chocolate na porta

O brasileiro adora chocolate. E quase todo mundo já repetiu a frase: se tivesse em casa, eu comeria todos os dias. É essa vontade de consumo frequente que a Cacau Show quer transformar em negócio. A empresa aposta numa estrutura de venda porta a porta para levar seus produtos mais perto do consumidor, em um modelo baseado em conveniência, recorrência e disponibilidade. Em um mercado de indulgência, estar ao alcance da mão é quase tão importante quanto o sabor. A estratégia faz sentido num país em que o chocolate tem enorme penetração e escala. O setor movimentou 42,5 bilhões de reais em 2025, segundo levantamento de mercado, e o doce está presente em 92,9% dos lares brasileiros. Além disso, 41% dos brasileiros consomem chocolate ao menos uma vez por semana. Os números mostram que não se trata de hábito ocasional, mas de um produto com espaço na rotina. Ao montar uma rede de revendedores, a Cacau Show tenta ocupar exatamente os pontos de consumo do cotidiano: a cozinha de casa, o escritório, o condomínio, a vizinhança. Sem depender só da loja física, a marca quer fazer o chocolate chegar até o consumidor para os momentos em que o desejo por uma guloseima encontre um produto da marca.

Lá e cá, os jogos

No Brasil, as bets deixaram de ser só uma promessa de receita para virar um tema de disputa política, regulatória e moral. Mas a tensão com o tema dos jogos online não é só brasileira. Em Nova York, a procuradora-geral Letitia James processou a Kalshi, acusando a empresa de operar um negócio ilegal de apostas sem licença no estado. Segundo a ação, a Kalshi oferecia apostas sobre eventos futuros, expunha moradores, inclusive menores de 21 anos, a risco financeiro e evitava pagar impostos cobrados de cassinos e casas de apostas licenciadas. O caso revela a zona cinzenta que ainda cerca esse tipo de operação. Para as autoridades de Nova York, mercados de previsão podem ser enquadrados como jogos de azar quando o resultado depende­ de sorte ou de eventos fora do controle do apostador. A semelhança entre os dois países está no mesmo dilema: quando um jogo deixa de ser apenas entretenimento e passa a movimentar dinheiro em escala, a fronteira entre aposta, vício e risco regulatório fica cada vez mais difícil de enxergar.

Cadillac aqui

Icônica no imaginário automotivo do século XX, a Cadillac foi sinônimo de luxo, status e tecnologia quando começou a ser vendida no Brasil, em 1913. Entre as décadas de 1910 e 1950, a marca teve presença marcante nas ruas brasileiras e chegou a figurar entre as mais desejadas do País, antes de sair de cena após as restrições às importações no início dos anos 1950. Agora, a General Motors prepara o retorno oficial da Cadillac ao mercado brasileiro até o fim de 2026. A estreia será com três SUVs 100% elétricos: Optiq, Lyriq e Vistiq. A operação será apenas nas cidades de São Paulo, Curitiba e Brasília. A nova estratégia recoloca a marca no segmento Premium, com foco em consumidores de alta renda e preços que devem começar na faixa de 500 mil reais. Em algumas configurações, os modelos podem ultrapassar 1 milhão de reais. O retorno não é apenas uma volta histórica, é uma tentativa de reposicionar a Cadillac na era dos elétricos e do luxo tecnológico. •

Publicado na edição n° 1425 de CartaCapital, em 12 de agosto de 2026.

Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título ‘A On está in’

A opinião de colunistas e articulistas não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.

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