Mundo

Zelensky condiciona eleições na Ucrânia a cessar-fogo e ‘garantias de segurança’

O ucraniano desmentiu que Washington tenha ameaçado deixar de garantir sua segurança caso a Ucrânia se recusasse a convocar eleições

Zelensky condiciona eleições na Ucrânia a cessar-fogo e ‘garantias de segurança’
Zelensky condiciona eleições na Ucrânia a cessar-fogo e ‘garantias de segurança’
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Foto: Saul Loeb/AFP
Apoie Siga-nos no

A Ucrânia só realizará eleições quando obtiver “garantias de segurança” e “um cessar-fogo” com a Rússia, afirmou nesta quarta-feira 11 o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.

“Passaremos às eleições quando houver todas as garantias de segurança necessárias”, disse Zelensky a jornalistas em uma coletiva de imprensa on-line. “É muito simples de fazer: instaurar um cessar-fogo e haverá eleições”, acrescentou.

Se a Rússia estiver de acordo, poderia ser possível “pôr fim às hostilidades até o verão”, afirmou Zelensky.

Ele reagia assim a uma reportagem do jornal Financial Times, que afirma que Kiev considera realizar eleições presidenciais e um referendo sobre um potencial acordo de paz com a Rússia antes de meados de maio, sob pressão dos Estados Unidos.

Zelensky desmentiu que Washington tenha ameaçado deixar de garantir sua segurança caso a Ucrânia se recusasse a convocar eleições.

“No que diz respeito à ameaça de retirar suas garantias de segurança, não, eles (os americanos) não ameaçam retirar suas garantias de segurança. Além disso, não condicionam as eleições às garantias de segurança”, detalhou.

Ainda nesta quarta-feira, uma alta autoridade ucraniana afirmou à AFP que a Ucrânia só realizará eleições quando a situação de segurança permitir.

“Por enquanto, o terror russo continua e nada indica que a Rússia esteja interessada em pôr fim à guerra”, disse o funcionário, que pediu para manter o anonimato.

Um importante deputado do partido presidencial também declarou nesta quarta-feira à AFP que há consenso político sobre o fato de que “nem um referendo nem eleições podem ser realizados sob a lei marcial”, instaurada desde o início da invasão russa há quase quatro anos.

“A ideia de organizar um referendo para permitir ao povo expressar sua opinião sobre um possível acordo de paz não é nova” e foi abordada durante as recentes negociações com os russos em Abu Dhabi, sob mediação americana, detalhou.

Esse projeto conta com o apoio de um dos negociadores, o chefe do grupo parlamentar do partido presidencial, David Arajamia, acrescentou o deputado entrevistado pela AFP.

“Mas mencionar datas não só é prematuro, é pura fantasia”, afirmou.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo