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Xi se declara ‘pronto para trabalhar’ com EUA antes de cúpula virtual

A possibilidade de uma cúpula bilateral virtual antes do final do ano foi anunciada no início de outubro pela Casa Branca

O presidente da China, Xi Jin Ping. Foto: Nicolas Asfouri/AFP
O presidente da China, Xi Jin Ping. Foto: Nicolas Asfouri/AFP

O presidente chinês, Xi Jinping, disse estar “pronto para trabalhar com os Estados Unidos”, apesar das fortes tensões entre as duas maiores economias do mundo, antes de realizar uma cúpula virtual com seu colega americano Joe Biden.

A reunião, a primeira por videoconferência desde que o democrata chegou à Casa Branca em janeiro, poderia ocorrer na próxima semana, informou a CNN, citando fonte próxima ao assunto.

Também observou que a data exata da reunião ainda não foi determinada.

Na noite de terça-feira (9), durante a gala anual do Comitê Nacional de Relações entre Estados Unidos e China, uma organização americana que promove intercâmbios entre as duas grandes potências, o embaixador chinês em Washington, Qin Gang, leu uma carta do presidente chinês.

“De acordo com os princípios de respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação, a China está disposta a trabalhar com os Estados Unidos para fortalecer o intercâmbio e a cooperação em todas as questões”, escreveu Xi, indicou o embaixador no Twitter nesta quarta-feira (10).

O número um chinês também disse que deseja “responder conjuntamente aos problemas regionais e internacionais, bem como aos desafios globais (…) para que as relações entre China e Estados Unidos voltem ao caminho certo”.

Em sua carta, o presidente da potência asiática ressalta que essas relações estão hoje “numa encruzilhada” e garante que “a única boa opção é a cooperação” porque os dois países têm “tudo a perder com o confronto”.

As relações entre Pequim e Washington estão no ponto mais baixo em uma ampla gama de questões, desde comércio até direitos humanos e ambições regionais da China. As tensões aumentaram ainda mais nas últimas semanas sobre o destino de Taiwan.

Biden afirmam, no entanto, que aspira cooperar com as autoridades chinesas em desafios comuns, como o clima. Mas denunciou vigorosamente o “grave erro” de Xi Jinping no início de novembro ao não ter comparecido à COP26, assim como à conferência climática da ONU ou à cúpula do G20.

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