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Xi Jinping visita Coreia do Norte e promete levar relações a um ‘novo patamar’

A China é a principal parceira do regime chefiado por Kim Jong Un

Xi Jinping visita Coreia do Norte e promete levar relações a um ‘novo patamar’
Xi Jinping visita Coreia do Norte e promete levar relações a um ‘novo patamar’
Kim Jong Un e Xi Jinping, em foto de setembro de 2025 – foto: KCNA via KNS/AFP
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O presidente chinês, Xi Jinping, expressou a vontade de levar as relações com a Coreia do Norte a um “novo patamar”, ao iniciar nesta segunda-feira 8 sua primeira visita em sete anos ao hermético país asiático, que possui armamento nuclear.

A China tem sido, ao longo de décadas, a principal aliada comercial da Coreia do Norte, com o fornecimento de apoio econômico e diplomático crucial a um país submetido a múltiplas sanções internacionais.

Ao chegar ao aeroporto de Pyongyang, Xi e sua esposa, Peng Liyuan, foram recebidos pelo líder norte-coreano, Kim Jong Un, e por sua esposa, Ri Sol Ju, entre aplausos e um tapete vermelho protegido por soldados, segundo a imprensa estatal chinesa.

Em algumas ruas da capital, bandeiras norte-coreanas e chinesas foram hasteadas lado a lado.

Esta é a primeira viagem ao exterior de Xi em 2026. Nas últimas semanas, ele recebeu em Pequim os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin.

A Casa Branca afirmou no mês passado que Xi e Trump “confirmaram o objetivo compartilhado de desnuclearizar a Coreia do Norte” durante o encontro de cúpula em Pequim.

Xi, no entanto, disse a Kim durante o encontro desta segunda-feira que está disposto a trabalhar em conjunto para levar as relações entre os países a um “novo patamar”, informou a agência estatal de notícias chinesa Xinhua.

Os dois países deveriam fortalecer os intercâmbios “em matéria de diplomacia, aplicação da lei e assuntos militares”, afirmou Xi.

Potência nuclear ‘irreversível’

Kim Yo Jong, a influente irmã de Kim Jong Un, afirmou, antes da chegada de Xi, que o programa nuclear de Pyongyang é “uma linha da qual não há retorno”.

Minseon Ku, professora de Relações Internacionais da Universidade DePaul (Chicago, EUA), declarou à AFP que “provavelmente Pequim aceitou a Coreia do Norte como potência nuclear”, mas que Xi exigirá de Kim “estabilidade acima de tudo”.

Para Seong-Hyon Lee, do Centro Asiático da Universidade de Harvard, a política de Pequim está orientada a “garantir a durabilidade do regime”, em vez de buscar sua desnuclearização.

“A estratégia regional da China se beneficia de um Estado tampão estável, fortemente armado e alinhado, que absorve a capacidade militar dos Estados Unidos e de seus aliados”, comentou o professor à AFP.

Durante o primeiro mandato de Donald Trump, os Estados Unidos tentaram uma aproximação diplomática com a Coreia do Norte que acabou fracassando por divergências sobre o alcance da desnuclearização e o alívio das sanções.

Desde então, Pyongyang insistiu em diversas ocasiões que seu status de potência nuclear é “irreversível”.

Ao mesmo tempo, o regime norte-coreano conquistou o apoio crucial da Rússia após enviar soldados para lutar ao lado das forças russas na Ucrânia.

Alguns analistas afirmam que a viagem de Xi pode buscar contrabalançar a crescente influência da Rússia sobre a Coreia do Norte, mas Minseon Ku discorda nesse ponto. “As relações de poder entre Moscou e Pyongyang são mais equitativas do que as de Pequim e Pyongyang. Moscou precisa de Kim para sua guerra na Ucrânia tanto quanto Kim precisa da troca de tecnologia e dos alimentos da Rússia”, afirmou.

‘Sempre invencível’

Em um artigo publicado no jornal estatal norte-coreano Rodong Sinmun, Xi assume o compromisso de uma cooperação mais estreita.

“Não importa como os tempos mudem ou como evolua a situação internacional, a amizade tradicional entre a China e a Coreia do Norte permanecerá sempre invencível”, escreveu.

Xi se reuniu pela última vez com Kim em setembro do ano passado, quando convidou o líder norte-coreano e Putin para um desfile militar em Pequim por ocasião do 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico.

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