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Venezuela remarca eleições legislativas e de governadores para 25 de maio
As eleições estavam previstas inicialmente para 27 de abril
A autoridade eleitoral venezuelana anunciou, nesta quarta-feira 19, que as eleições legislativas e de governadores foram remarcadas para 25 de maio, ao mesmo tempo em que a oposição pediu a abertura de um processo de negociação pela “defesa do voto”.
As eleições estavam previstas inicialmente para 27 de abril, um processo para o qual a líder opositora María Corina Machado já pediu o boicote, após denúncias de fraude na reeleição do presidente Nicolás Maduro, em 28 de julho de 2024.
O presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Elvis Amoroso, explicou, em declaração à imprensa, que a alteração tem “a intenção de facilitar e promover a participação dos diferentes atores da sociedade” no processo.
“Foi produto da sugestão dos diferentes atores democráticos do país, acolhida pelo plenário do CNE”, afirmou Amoroso, acusado de servir ao chavismo no poder.
Apesar da convocação de Machado, a Plataforma Unitária Democrática (PUD), maior coalizão de oposição do país, condicionou a participação nas próximas eleições a “uma negociação formal”, baseada “no reconhecimento da verdade sobre o 28 de julho”, quando garante que seu candidato, Edmundo González Urrutia, que está no exílio, venceu.
O CNE proclamou o presidente Nicolás Maduro como vencedor para um terceiro mandato sem publicar a apuração detalhada dos votos, como exige a lei. O resultado não foi reconhecido por Estados Unidos, União Europeia e vários países latino-americanos.
A oposição, por sua vez, publicou na internet cópias das atas das máquinas de votação que diz provarem a vitória de González Urrutia, que deixou o país após a emissão de uma ordem de captura contra ele. A PUD também pediu, em comunicado, a “libertação imediata de todos os presos políticos”.
O CNE já pediu aos partidos e candidatos das futuras eleições para “assinar um documento se comprometendo a respeitar e acatar todos os eventos relativos à eleição” e “os resultados emitidos”.
Além das eleições de maio, o CNE tem previsto organizar um referendo sobre uma reforma constitucional, impulsionada por Maduro.
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