Mundo
Venezuela identifica ‘restos humanos’ de bombardeio dos EUA, diz ministro
O balanço oficial é de pelo menos 100 mortos. Cerca de 55 integrantes da equipe que fazia a segurança de Maduro morreram
A Venezuela trabalha na identificação de “restos humanos” encontrados após o ataque dos Estados Unidos que levou à queda de Nicolás Maduro, informou nesta terça-feira 13 o ministro venezuelano do Interior, Diosdado Cabello.
Forças norte-americanas bombardearam Caracas e três estados vizinhos na madrugada de 3 de janeiro, uma operação concluída com a captura de Maduro e sua mulher. Os dois são acusados nos Estados Unidos de narcotráfico.
O balanço oficial é de pelo menos 100 mortos. Cerca de 55 integrantes da equipe que fazia a segurança de Maduro morreram, entre eles 32 cubanos.
“As explosões foram tão fortes que há pessoas que não sabemos onde estão”, disse Cabello, em entrevista coletiva. Pessoas “fragmentadas de tal forma que é impossível” identificá-las, descreveu.
A polícia científica e a medicina forense realizam “estudos para analisar o DNA de pedaços de restos humanos” dos mortos no ataque militar americano, disse o líder chavista. “Um ultraje completo o que fizeram contra a Venezuela enquanto as pessoas dormiam. Morreram sem se dar conta.”
O ambiente era de calma em Caracas após a ação que depôs Maduro. As longas filas que surgiram em um primeiro momento em supermercados e postos de gasolina desapareceram dias após o ataque.
“O país está tranquilo, em paz, volta à normalidade internamente”, afirmou Cabello. “Temos que seguir em frente.”
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Trump receberá líder opositora venezuelana María Corina Machado na quinta-feira
Por AFP
Trump publica montagem e se declara ‘presidente interino’ da Venezuela
Por Ana Luiza Sanfilippo
Milei diz que não tem ‘nada a falar’ com Lula sobre Venezuela e declara apoio aos Bolsonaro nas eleições
Por CartaCapital



