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Venezuela e EUA estudam a retomada das relações diplomáticas

Caracas anunciou um ‘processo exploratório’ sobre o tema, enquanto Washington enviou uma missão de diplomatas

Venezuela e EUA estudam a retomada das relações diplomáticas
Venezuela e EUA estudam a retomada das relações diplomáticas
Donald Trump e Delcy Rodríguez – fotos: Jim Watson e Pedro Mattey/AFP
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A Venezuela informou nesta sexta-feira 9 que iniciou um “processo exploratório” com vistas a retomar as relações com os Estados Unidos, que enviaram uma missão de diplomatas a Caracas quase uma semana depois de bombardear o país para capturar o líder Nicolás Maduro.

As relações estão rompidas desde 2019, mas deram uma guinada desde a queda de Maduro com a assinatura de acordos petrolíferos, a libertação de presos políticos a pedido de Washington e, agora, com esta visita de altos funcionários.

O chanceler venezuelano, Yván Gil, indicou que o governo interino de Delcy Rodríguez “decidiu iniciar um processo exploratório de caráter diplomático com o governo dos Estados Unidos da América, voltado ao restabelecimento das missões diplomáticas em ambos os países”.

O Departamento de Estado norte-americano informou mais cedo a viagem de uma delegação chefiada por John McNamara, responsável pela unidade de assuntos sobre a Venezuela na embaixada em Bogotá. Outros funcionários o acompanham.

“Eles viajaram a Caracas para realizar uma avaliação inicial de uma possível retomada gradual das operações”, indicou uma fonte americana sob condição de anonimato.

Caracas confirmou a visita e anunciou que “uma delegação de diplomatas venezuelanos será enviada aos Estados Unidos para cumprir as tarefas correspondentes”.

Um jornalista da AFP constatou a saída de uma caravana de caminhonetes da embaixada em Caracas, fechada pouco depois de Washington não reconhecer a primeira reeleição de Maduro em 2018.

Sua segunda reeleição, em 2024, também não foi reconhecida e foi classificada como fraudulenta.

Maduro foi capturado em 3 de janeiro durante a incursão militar em Caracas e levado, junto com a esposa, Cilia Flores, para Nova York para responder a um julgamento por narcotráfico.

“As consequências derivadas da agressão e do sequestro” de Maduro farão parte da agenda de trabalho, disse o chanceler Gil.

A fonte americana esclareceu que os Estados Unidos ainda não tomaram uma decisão formal de reabrir a embaixada, mas que se preparam para fazê-lo assim que Donald Trump der o aval.

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