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Venezuela e Colômbia acordam cooperação militar contra máfias

Os países compartilham uma fronteira porosa de cerca de 2.200 quilômetros

Venezuela e Colômbia acordam cooperação militar contra máfias
Venezuela e Colômbia acordam cooperação militar contra máfias
Os presidentes Gustavo Petro, da Colômbia, e Delcy Rodríguez, da Venezuela. Foto: Federico Parra/AFP
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A Colômbia e a Venezuela concordaram nesta sexta-feira 24 em estabelecer uma cooperação militar contra “máfias” que atuam na região de fronteira, durante um encontro entre Gustavo Petro e Delcy Rodríguez, que marcou a primeira visita presidencial ao País após a queda de Nicolás Maduro em janeiro.

Colômbia e Venezuela compartilham uma fronteira porosa de cerca de 2.200 quilômetros, onde grupos armados disputam o controle de atividades ilegais como narcotráfico, mineração ilegal e contrabando.

“Ambos os países propusemos a elaboração (…) de planos militares, mas também o estabelecimento imediato de mecanismos para compartilhar informações e desenvolver inteligência”, afirmou Rodríguez.

Petro declarou que o “esforço comum” deve ser orientado a “libertar os povos da fronteira das máfias dedicadas a diversas economias ilegais, começando pela cocaína, o ouro ilícito, o tráfico de pessoas e minerais raros”.

O presidente colombiano chegou nesta sexta-feira à Venezuela para um encontro bilateral centrado na segurança fronteiriça e na cooperação energética.

Após assumir a presidência interina, Rodríguez retomou relações diplomáticas com Washington e impulsionou reformas para facilitar o investimento privado e estrangeiro nos setores de petróleo, gás e mineração.

Durante a reunião, os dois líderes discutiram planos de interconexão elétrica no oeste venezuelano, região afetada por frequentes apagões, além de projetos de integração no setor de gás.

Petro, que manteve proximidade política com Maduro, condenou operações militares em território venezuelano e chegou a classificar a captura do ex-mandatário por forças dos Estados Unidos como um “sequestro”.

Rodríguez afirmou ao final do encontro que Petro “foi uma das primeiras pessoas” a expressar solidariedade após a captura de Maduro em 3 de janeiro, e agradeceu o gesto.

Uma reunião entre ambos estava prevista para meados de março na fronteira colombiana, mas foi cancelada de última hora por motivos de segurança.

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