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Venezuela minimiza declarações de procurador-geral sobre Lula e CIA: ‘Opiniões pessoais’
O presidente brasileiro foi chamado de ‘porta-voz da CIA’ por Tarek Saab, aliado de primeira hora de Maduro; governo venezuelano reafirmou ‘respeito absoluto’ pelo petista
O governo da Venezuela reafirmou seu “respeito absoluto” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois que o procurador-geral do país vizinho, Tarek Saab, disse que o líder brasileiro é um “porta-voz da CIA”, a agência central de inteligência do governo dos Estados Unidos.
Em nota publicada nesta terça-feira 15 pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo chefiado por Nicolás Maduro afirmou que as declarações de Saab são “opiniões pessoais” que não são referendadas pelo Executivo.
A nota destaca que a diplomacia venezuelana “reafirma seu firme compromisso com a construção de vínculos de irmandade e solidariedade entre o Brasil e a Venezuela”, e aponta que “recentemente os países avançaram nas áreas política, econômica e social, consolidando as relações bilaterais”.
O governo venezuelano expressa ainda “o respeito absoluto pela trajetória histórica do presidente Lula e sua liderança no Brasil, assim como as relações entre os países e os povos, que seguiram se fortalecendo”, complementa o texto.
Saab, em entrevista ao canal Globovisión no domingo 13, disse que Lula “não é o mesmo que foi fundador do PT” e “não é o mesmo desde que saiu da prisão. Não é o mesmo em nada: nem no físico nem na forma como se expressa”.
O procurador também fez críticas ao presidente do Chile, Gabriel Boric, que foi acusado de “trair a juventude” que protestou contra o então presidente Sebastián Piñera entre 2019 e 2020. A nota publicada nesta terça pelo governo venezuelano não estende o pedido de desculpas ao presidente chileno.
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