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Vaticano critica justificativa usada por Trump para iniciar a guerra contra o Irã

Principal auxiliar do papa Leão XIV, o cardeal Pietro Parolin disse que uma ‘guerra preventiva’, termo usado pelo presidente dos EUA no conflito do Oriente Médio, fere o direito internacional

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Vaticano critica justificativa usada por Trump para iniciar a guerra contra o Irã
O cardeal Pietro Parolin, número 2 do Vaticano. Foto: Wikimedia Commons
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O número dois do Vaticano afirmou nesta quarta-feira 4 que as “guerras preventivas”, termo utilizado pelos Estados Unidos para justificar o ataque ao Irã, correm o risco de “incendiar o mundo inteiro”.

“Se fosse reconhecido aos Estados o direito a uma ‘guerra preventiva’ segundo seus próprios critérios e sem um marco jurídico supranacional, o mundo inteiro correria o risco de incendiar-se”, declarou o cardeal italiano Pietro Parolin ao Vatican News, o meio de comunicação oficial do Vaticano.

“Essa deterioração do direito internacional é profundamente preocupante: a justiça foi substituída pela força, a força do direito pela lei do mais forte, com a convicção de que a paz só pode ser alcançada após a aniquilação do inimigo”, prosseguiu o cardeal, sem mencionar em nenhum momento os Estados Unidos.

Parolin também falou das manifestações antigovernamentais reprimidas no Irã.

“As aspirações dos povos devem ser consideradas e garantidas no marco jurídico de uma sociedade que assegure a todos a liberdade de expressão e o direito à liberdade de manifestação pública, o que também se aplica ao querido povo iraniano”, disse.

“Ao mesmo tempo, cabe perguntar se realmente acreditamos que a solução pode vir do lançamento de mísseis e bombas“, acrescentou.

No início do ano, o papa Leão XIV já havia denunciado que “a guerra voltou a estar na moda”.

“Já não se busca a paz como um dom e um bem desejável em si mesmo (…), mas se busca pela via das armas”, denunciou o papa americano, sem citar nenhum país.

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