Mundo
União Europeia rejeita ‘categoricamente’ a acusação de Zuckerberg sobre censura no bloco
Dono da Meta criticou leis adotadas por países do bloco
A União Europeia (UE) rejeitou “categoricamente” nesta quarta-feira 8 as acusações de censura no bloco lançadas na véspera pelo proprietário da rede Meta, Mark Zuckerberg.
“Rejeitamos categoricamente qualquer acusação de censura da nossa parte”, disse a porta-voz da Comissão Europeia, braço Executivo da UE, Paula Pinho.
Zuckerberg anunciou na terça-feira que o gigante do Meta (Facebook, Instagram) encerrará seu programa digital de verificação de fatos nos Estados Unidos.
O anúncio foi feito após o jantar de Zuckerberg com o presidente eleito dos EUA, Donald Trump.
Zuckerberg anunciou que o mecanismo de verificação digital aplicado pelo Meta seria substituído por notas comunitárias semelhantes às utilizadas pela rede X, do bilionário Elon Musk.
Na visão de setores conservadores ligados a Trump e Musk, a legislação exigente adotada pela UE sobre os gigantes digitais equivale a censura.
Em um vídeo, Zuckerberg fez eco a essa opinião, afirmando que a UE havia adotado “uma série de leis que institucionalizam a censura”.
A UE adotou duas leis, conhecidas como leis de Mercados Digitais (DML) e Serviços Digitais (DSL), que regulamentam a operação de plataformas no bloco de 27 países.
Essa legislação estabelece as obrigações das plataformas digitais em termos de combate à desinformação e à circulação de notícias falsas.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Como Zuckerberg foi do banimento de Trump ao alinhamento ao republicano em quatro anos
Por André Lucena
O que muda com o anúncio de Zuckerberg sobre o fim do programa de checagem pela Meta
Por CartaCapital



