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União Europeia diz lamentar decisão da Mongólia de não prender Putin
O presidente russo foi recebido com honrarias por seu homólogo mongol, Ukhnaagiin Khurelsukh, um gesto interpretado como um desafio ao TPI
A União Europeia lamentou, nesta terça-feira 3, que o governo da Mongólia não tenha prendido o presidente russo, Vladimir Putin, como solicitou o Tribunal Penal Internacional no ano passado por supostos crimes na Ucrânia.
“A UE lamenta que a Mongólia, Estado signatário do Estatuto de Roma do TPI, não tenha cumprido suas obrigações relacionadas ao Estatuto de executar a ordem de prisão”, expressou um porta-voz do sistema da UE.
Putin desembarcou nesta terça na Mongólia e foi recebido com honrarias por seu homólogo mongol, Ukhnaagiin Khurelsukh, um gesto interpretado como um desafio ao TPI.
Em sua nota, a UE reforçou o “apoio inabalável ao TPI” por parte do bloco.
Também lembrou que a Corte pediu a prisão de Putin por “supostos crimes de deportação e transporte ilegal de crianças de territórios ucranianos ocupados temporariamente no marco de uma ilegal guerra de agressão contra a Ucrânia”.
“A UE apoia as investigações do promotor do TPI na Ucrânia e pede a plena cooperação de todos os Estados signatários”, afirmou o comunicado.
Também mencionou o apoio da UE “aos esforços para garantir a completa responsabilização pelos crimes de guerra e outros mais graves relacionados à agressão da Rússia contra a Ucrânia”.
O governo da Mongólia não fez comentários sobre o pedido de prisão de Putin.
Um porta-voz do presidente Khurelsukh negou nas redes sociais, no domingo, que o TPI tenha enviado uma carta para pedir a execução da ordem durante a visita.
A Rússia, por sua vez, não reconhece a competência do TPI.
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