Mundo
Um dia após reabertura, Japão suspende atividades na maior usina nuclear do mundo
A estrutura, que ficou fechada por 15 anos após o desastre de Fukushima, voltou a ser desativada após alarme do sistema de monitoramento
A reativação da maior usina nuclear do mundo foi suspensa nesta quinta-feira 22 no Japão horas após o início do processo, anunciou sua operadora, esclarecendo que o reator permanece “estável”.
“Um alarme do sistema de monitoramento (…) soou durante os procedimentos de ativação do reator, e as operações estão suspensas” na usina de Kashiwazaki-Kariwa, informou à AFP Takashi Kobayashi, porta-voz da operadora Tokyo Electric (Tepco).
As operações de um reator nessa instalação nuclear, na província de Niigata, estão suspensas desde o desastre de Fukushima em 2011. Foram retomadas na noite de quarta-feira após receber sinal verde da reguladora nuclear japonesa, apesar da divisão da opinião pública.
O reator “encontra-se estável e não há impacto radioativo no exterior”, ressaltou Kobayashi, acrescentando que a operadora está “no momento investigando a causa” do incidente, sem revelar quando os procedimentos serão retomados.
A reativação estava originalmente programada para terça-feira, mas foi adiada por um problema técnico com um alarme do reator, o qual foi resolvido no domingo, segundo a Tepco.
Kashiwazaki-Kariwa é a maior usina de energia nuclear do mundo em capacidade de produção, embora apenas um de seus sete reatores tenha sido reativado.
A usina foi paralisada quando o Japão fechou todos os seus reatores nucleares após o triplo desastre — terremoto, tsunami e acidente nuclear — de Fukushima, em março de 2011.
No entanto, o país quer retomar a produção de energia atômica para reduzir sua dependência de combustíveis fósseis como fonte de eletricidade e alcançar a neutralidade de carbono até 2050.
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