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Ultradireitista eleito na Colômbia prevê abrir uma embaixada em Jerusalém

Em 2024, o presidente Gustavo Petro, de esquerda, rompeu relações com Israel

Ultradireitista eleito na Colômbia prevê abrir uma embaixada em Jerusalém
Ultradireitista eleito na Colômbia prevê abrir uma embaixada em Jerusalém
Abelardo de la Espriella, em 21 de junho, após votar em Barranquilla. Foto: Juan Barreto/AFP
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O presidente eleito da Colômbia, o ultradireitista Abelardo de la Espriella, prevê abrir uma embaixada em Jerusalém como parte de seu plano de retomar e estreitar os laços com Israel, anunciou seu gabinete nesta quinta-feira 16.

Em 2024, o presidente Gustavo Petro, de esquerda, rompeu relações com Israel, aliado tradicional na área da segurança, em repúdio à ofensiva israelense em Gaza.

De la Espriella, que assumirá o cargo em 7 de agosto, pretende restabelecê-las desde o primeiro dia de seu mandato.

Seu gabinete informou, nesta quinta-feira, que o novo governo avança na “abertura da Embaixada da Colômbia em Jerusalém, capital de Israel”.

Antes da ruptura ordenada por Petro, a embaixada da Colômbia ficava em Tel Aviv, onde a maioria dos países tem sua representação diplomática.

Petro manifestou em seguida sua intenção de abrir uma representação diplomática em Ramallah, na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel, mas o projeto acabou não se concretizando.

Na quarta-feira, o chanceler designado por De la Espriella, Omar Bula, se reuniu em Washington com seu homólogo israelense, Gideon Sa’ar.

Os diplomatas acordaram “um mapa do caminho” para o restabelecimento das relações diplomáticas e a eliminação de vistos, segundo o gabinete do presidente eleito.

Também informou que a Colômbia vai retirar seu apoio no caso promovido pela África do Sul contra Israel perante a Corte Interacional de Justiça por suposto genocídio em Gaza.

Petro apoiou a denúncia, freou as exportações de carvão para Israel e deteve a compra de armamento israelense.

“A relação histórica que o Governo Petro rompeu de forma unilateral voltará a se fortalecer”, diz o comunicado.

Durante a campanha, De la Espriella assegurou que buscaria fortalecer a cooperação com Israel para bombardear os grupos armados financiados pelo narcotráfico que operam na Colômbia.

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