Mundo
UE segue os Estados Unidos e anuncia retirada do seu pessoal do Haiti
Na semana passada, o Haiti decretou estado de emergência e toque de recolher após fuga de detentos; violência aumentou significativamente no final de semana
A União Europeia anunciou, nesta segunda-feira (11), que evacuou o seu pessoal do Haiti, onde a capital, Porto Príncipe, enfrenta uma grave crise de segurança após uma espiral de violência desencadeada por gangues armadas em confronto com a polícia.
“Removemos os funcionários da UE do Haiti”, disse Peter Stano, porta-voz da divisão diplomática da Comissão Europeia, o braço Executivo do bloco, nesta segunda-feira.
Segundo o porta-voz, a UE está “extremamente preocupada” com a situação no Haiti, onde houve ataques a hospitais e prisões, escassez de alimentos e infraestruturas bloqueadas.
“Em resposta à dramática deterioração da situação, tomamos a decisão de reduzir as nossas atividades no terreno e transferimos o pessoal da delegação da UE em Porto Príncipe para um local mais seguro, fora do país”, disse Stano.
A UE ainda tem pessoal essencial que continua trabalhando, “mas não do Haiti”, acrescentou.
No domingo, após a escalada da violência no País, os Estados Unidos anunciaram a retirada dos seus funcionários do corpo diplomático na região.
A Comunidade do Caribe (Caricom) convocou uma reunião de emergência na Jamaica para discutir a grave situação no Haiti. Convites para essa reunião foram enviados à França, ao Canadá e à ONU.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, também viajará para o local. A informação foi confirmada pelo Departamento de Estado do país.
(Com AFP)
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



