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Ucrânia pede mais armas aos países da Otan

Nesta quinta-feira também acontecerá uma reunião dos ministros dos países membros do G7 com ‘o objetivo de garantir a manutenção da pressão sobre a Rússia’, destacam autoridades do grupo

O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba.

Foto: François WALSCHAERTS / AFP
O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba. Foto: François WALSCHAERTS / AFP
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O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, pediu nesta quinta-feira (7) aos países membros da Otan que forneçam mais armamento a seu país para combater e derrotar as forças russas.

“Venho pedir três coisas: armas, armas e armas. Quanto mais rápido forem entregues, mais vidas serão salvas e destruições evitadas”, declarou ao chegar à sede da Otan em Bruxelas para uma reunião com ministros das Relações Exteriores dos países membros da organização.

“A Ucrânia tem direito à defesa. Vamos escutar as necessidades que serão apresentadas por Dmytro Kuleba e conversar sobre como responder”, declarou o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Jens Stoltenberg.

O ministro ucraniano afirmou que serão necessários “aviões, veículos blindados e defesa antiaérea”.

“Sabemos lutar. Sabemos como vencer, mas sem um abastecimento constante e suficiente de todas as armas solicitadas pela Ucrânia, esta vitória vai impor enormes sacrifícios”, completou.

“Peço a todos os aliados que deixem de lado as hesitações, a relutância a fornecer à Ucrânia tudo que precisa”, insistiu.

“Está claro que a Alemanha pode fazer mais, levando em consideração suas reservas. Trabalhamos com o governo alemão para que forneça armas adicionais”, acrescentou.

Citada diretamente por Kuleba, a ministra alemã Annalena Baerbock afirmou que seu país apoia “a Ucrânia para ajudá-la em sua capacidade de defesa, mas é importante estabelecer uma coordenação, atuarmos juntos e não individualmente”.

Nesta quinta-feira também acontecerá uma reunião dos ministros dos países membros do G7, com a participação do chanceler japonês Yoshimasa Hayashi, na sede da Otan antes da reunião plenária da Aliança.

“O objetivo da reunião de hoje no G7 é garantir a manutenção da pressão sobre a Rússia“, disse a ministra canadense Mélanie Joly.

“Também queremos garantir que não existam rachaduras nos países ocidentais, que estamos coordenados”, declarou.

A União Europeia (UE) estuda novas sanções que devem afetar pela primeira vez o setor de energia, com um embargo às compras de carvão russo e o fechamento dos portos europeus aos navios de Moscou.

“O acordo será finalizado pelos embaixadores dos países da UE e será aprovado pelos ministros das Relações Exteriores na segunda-feira em Luxemburgo”, anunciou o chefe da diplomacia europeia, o espanhol Josep Borrell, ao chegar à sede da Otan.

O petróleo não está neste novo pacote de sanções, mas o tema será abordado na segunda-feira em Luxemburgo e, mais cedo ou mais tarde, haverá uma decisão”, disse.

“É necessário impor um embargo sobre o petróleo e gás da Rússia. Espero que não sejam necessárias novas atrocidades para que estas sanções sejam decididas”, concluiu Kuleba.

AFP

AFP
Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

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