Mundo
Ucrânia anuncia ter recuperado três localidades perto de Kharkiv
De acordo com o porta-voz do Ministério ucraniano da Defesa, Kharkiv continua ‘parcialmente bloqueada’ pelas forças russas
A Ucrânia afirmou neste sábado 23 que reconquistou três localidades próximas de Kharkiv, segunda maior cidade do país que fica na região leste, enquanto o Exército russo se concentra no Donbass e no sul.
“Nosso Exército ucraniano lançou com sucesso uma contra-ofensiva ontem pela manhã. Após longos e ferozes combates, nossas tropas desalojaram tropas russas de Bezruki, Slatine e Prudyanka”, informou o governador da região de Kharkiv, Oleg Synegubov, no Telegram.
Prudyanka fica a cerca de 15 quilômetros da fronteira com a Rússia.
Synegubov disse ainda que duas pessoas morreram, e 19 ficaram feridas em bombardeios russos na região de Kharkiv nas últimas 24 horas.
De acordo com o porta-voz do Ministério ucraniano da Defesa, Kharkiv continua “parcialmente bloqueada” pelas forças russas. Estas seguem presentes, sobretudo, no noroeste, e estão reforçando suas posições “ao sul da cidade”.
No Donbass, região sobre a qual Moscou quer assumir o controle total, as tropas russas estão “concentrando seus esforços na área entre Slaviansk e Kramatorsk”, uma aglomeração localizada na província de Donetsk, anunciou Oleksiy Arestovich, assessor da Presidência ucraniana.
Os russos “estão realizando operações ofensivas e de reconhecimento para tentar encontrar pontos fracos em nossa defesa”, completou.
Mais ao sul, zona que também é um alvo prioritário para as forças russas, eles estão “tentando continuar sua ofensiva na cidade de Gulyaypole”, na província de Zaporizhia, a meio caminho entre a cidade homônima e o porto de Mariupol.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


