Trump recebe indicação ao Nobel da Paz por político norueguês

'Obrigado!', tuitou o presidente dos Estados Unidos, em agradecimento

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Sean Rayford/Getty Images/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Sean Rayford/Getty Images/AFP

Mundo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quarta-feira 9 com entusiasmo a decisão de um político da direita populista norueguesa de indicá-lo ao Prêmio Nobel da Paz de 2021.

“Obrigado!”, tuitou o republicano, que publicou um artigo anunciando esta iniciativa. No processo, retuitou uma série de mensagens sobre o mesmo tema.

Do Partido do Progresso (FrP, direita populista anti-imigração), Christian Tybring-Gjedde explicou à AFP que Trump merecia o prêmio por seu papel no acordo de normalização entre Israel e os Emirados Árabes Unidos.

Com outra autoridade eleita, ele já havia proposto Trump para o Nobel de 2018 pela reaproximação – agora no limbo – com a Coreia do Norte.

Ter o nome proposto para o Nobel não tem valor de endosso da parte do Instituto Norueguês do Nobel.

Este último é obrigado a aceitar todas as indicações, desde que tenham sido enviadas antes de 31 de janeiro por pessoa autorizada, como é o caso de Tybring-Gjedde na condição de deputado.

Em diversas ocasiões, Donald Trump mencionou o prestigioso prêmio, acreditando ter sido preterido em comparação com seu antecessor Barack Obama.

“Eu poderia receber o Prêmio Nobel da Paz por muitas coisas se eles o concedessem honestamente, mas não é o caso”, disse em setembro de 2019, à margem da Assembleia Geral do ONU, em Nova York.

“Eles o deram a Obama imediatamente depois que ele assumiu o poder e ele não tinha ideia do motivo pelo qual o recebeu”, continuou.

Ao receber o Prêmio Nobel em 10 de dezembro de 2009, o presidente democrata reconheceu “a considerável polêmica” suscitada por este surpreendente prêmio às vésperas de seu primeiro mandato. “Estou no início, e não no fim, do meu trabalho no cenário mundial”, afirmou.

Questionado pela AFP sobre os motivos de sua iniciativa, Christian Tybring-Gjedde avaliou que o bilionário republicano merecia, “principalmente se compararmos com outros vencedores do passado”.

“Seja o acordo de Camp David de 1978 ou o de Oslo em 1993: o prêmio da paz foi dado aos protagonistas e este acordo é pelo menos tão revolucionário para o Oriente Médio”, estimou.

Questionado sobre as chances de o inquilino da Casa Branca ser coroado em uma Noruega geralmente pouco entusiasmada a sua causa, Tybring-Gjedde ressaltou que isso não importava.

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