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Trump promete mais medidas para deter alta do petróleo por guerra no Irã
Os preços elevados da gasolina costumam ser um ponto sensível para os líderes políticos dos EUA, porque podem alimentar uma inflação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira 5 que seu governo tomaria em breve medidas para “reduzir a pressão sobre o petróleo”, após a disparada dos preços provocada pela guerra iniciada por Washington e Israel contra o Irã.
Os mercados vêm sofrendo fortes turbulências desde a ofensiva americana e israelense de sábado, na qual morreu o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. A república islâmica respondeu com ataques contra vários aliados dos Estados Unidos no Golfo.
“São iminentes novas medidas para reduzir a pressão sobre o petróleo. O óleo bruto parece ter se estabilizado bastante. Estava muito baixo, mas tive de fazer esse pequeno desvio, tudo bem para todo mundo?”, disse em um evento na Casa Branca.
Trump assegurou já ter tomado “medidas decisivas” ao “oferecer um seguro de risco político para os petroleiros que transitam pelo Golfo”.
O tráfego pelo Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo cru e do gás natural liquefeito do mundo, foi gravemente afetado, o que gerou temores de escassez e fez disparar os preços a níveis não vistos em quase dois anos.
O Brent, o principal contrato internacional de petróleo, subiu 4,9% nesta quinta-feira, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), o principal contrato americano, disparou 8,5%.
Os preços elevados da gasolina costumam ser um ponto sensível para os líderes políticos dos Estados Unidos, porque podem alimentar uma inflação que já corrói muitos lares.
Os preços médios da gasolina nos Estados Unidos subiram cerca de 9% na última semana, segundo o indicador de preços da Associação Americana de Automóveis (AAA).
Na terça-feira, Trump ordenou que a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos fornecesse seguro de risco político para todo o comércio marítimo que atravessa o Golfo.
O presidente indicou ainda que, “se necessário”, a Marinha dos Estados Unidos começaria a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz “o mais rápido possível”.
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