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Trump fala em avanços com Irã, mas ameaça taxar países que armarem Teerã
Presidente dos EUA diz que negociações avançaram após cessar-fogo, mas adota tom contraditório ao combinar cooperação com medidas punitivas contra aliados do país persa
Após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira 8 que as negociações com o Irã avançaram e que “muitos pontos já foram acordados” entre as partes. Ao mesmo tempo, porém, endureceu o discurso ao ameaçar impor tarifas de 50% a países que fornecerem armas a Teerã.
Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que Washington pretende atuar “em estreita colaboração” com o Irã nas próximas etapas das tratativas. Segundo ele, um dos principais pontos em discussão é o programa nuclear iraniano, que, de acordo com o republicano, não incluirá o enriquecimento de urânio. O presidente também afirmou que os dois países trabalharão juntos para remover estoques de material nuclear, sob monitoramento rigoroso.
As declarações ocorrem após a trégua anunciada na véspera, após semanas de conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel. O acordo, intermediado pelo governo paquistanês, abriu espaço para negociações diretas, previstas para começar nos próximos dias em Islamabad, e inclui discussões sobre sanções econômicas e condições comerciais.
Apesar do tom conciliador ao falar em cooperação e possível alívio de sanções, Trump adotou uma linha dura em relação a outros países. Em outra publicação, afirmou que qualquer nação que fornecer armamentos ao Irã será automaticamente taxada em 50% sobre todos os produtos exportados para os Estados Unidos, sem exceções. A medida atinge potenciais parceiros militares de Teerã, como Rússia, China e outros países.
Mesmo após o anúncio do cessar-fogo, foram registrados novos ataques na região, incluindo relatos de ofensivas contra instalações iranianas e interceptações de drones em países vizinhos.
O governo iraniano, por sua vez, condiciona o avanço das negociações ao fim completo das ações militares contra seu território e mantém a posição de que a guerra ainda não foi encerrada.
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