Mundo
Trump e Xi concordam que o Estreito de Ormuz deve seguir aberto, afirma Casa Branca
A passagem segue bloqueada pelos iranianos após os ataques dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro
A Casa Branca afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo da China, Xi Jinping, concordaram sobre a necessidade de manter o Estreito de Ormuz aberto durante o encontro desta quinta-feira 14 em Pequim.
“As duas partes concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para favorecer a livre circulação de energia”, afirmou a Casa Branca.
Desde o início da guerra, com os ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, o Irã impõe um bloqueio quase total da passagem, por onde antes transitavam 20% do comércio global de petróleo e gás.
Desde abril, apesar da trégua em vigor entre as partes, os Estados Unidos respondem com um bloqueio dos portos iranianos.
A China é diretamente afetada porque, segundo a empresa de análise de tráfego marítimo Kpler, mais da metade do petróleo que importa por via marítima procede do Oriente Médio e passa por esse estreito.
Segundo a Casa Branca, Xi expressou em seu encontro com Trump uma oposição à “militarização” da passagem e à instauração de um pedágio, como o Irã pretende.
Em seu comunicado, a parte americana afirma que os líderes tiveram “um bom encontro” e não menciona o delicado tema de Taiwan.
Xi, por sua vez, destacou as diferenças entre os dois países sobre a ilha, que tem governo democrático próprio, mas que Pequim considera parte de seu território.
“A questão de Taiwan é o tema mais importante nas relações entre China e Estados Unidos”, afirmou durante a reunião de cúpula, segundo a emissora estatal CCTV.
“Se for mal administrada, as duas nações podem ter um choque ou, inclusive, entrar em conflito, o que empurraria toda a relação entre China e Estados Unidos para uma situação muito perigosa”, advertiu.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



