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Trump diz ser ‘absolutamente’ possível ação militar contra o Irã

Israel estaria ‘muito envolvido’ em uma eventual intervenção, segundo o presidente dos EUA

Trump diz ser ‘absolutamente’ possível ação militar contra o Irã
Trump diz ser ‘absolutamente’ possível ação militar contra o Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Mandel Ngan/AFP
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira 9 que uma ação militar contra o Irã é “absolutamente” possível caso não se chegue a um acordo sobre o programa nuclear iraniano, e acrescentou que “não há muito tempo” para alcançá-lo.

Os países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, suspeitam há décadas que Teerã pretende desenvolver armas nucleares. O Irã nega e afirma que suas atividades se limitam a fins civis.

No sábado, estão previstas negociações no sultanato de Omã, com a participação do emissário americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi.

“Se for necessário, absolutamente”, declarou Trump a jornalistas que perguntaram se a ação militar é uma opção. “Se a intervenção militar for exigida, nós a faremos. Israel, obviamente, estará muito envolvido nisso e será o líder.”

No mês passado, Trump enviou uma carta aos líderes iranianos pedindo negociações sobre o programa nuclear para substituir o acordo internacional que se tornou obsoleto desde que Washington se retirou dele em 2018.

Ao mesmo tempo, ameaçou bombardear a República Islâmica caso a diplomacia fracasse e impôs sanções adicionais contra o setor petrolífero iraniano.

Durante seu primeiro mandato, Donald Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear que oferecia ao Irã um alívio das sanções internacionais em troca de uma drástica limitação de seu programa nuclear, sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica.

Trump surpreendeu na segunda-feira ao anunciar que Washington está conduzindo negociações “diretas” com Teerã, apesar de os dois países não manterem relações diplomáticas há 45 anos.

Após esse anúncio, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considerou “inevitável” a opção militar contra o Irã caso essas discussões fracassem.

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