Mundo
Trump diz que EUA estuda ‘tomada de controle amistosa’ de Cuba
Falas são em um momento de aumento de pressão de Washington sobre a ilha
O presidente americano, Donald Trump, sugeriu, nesta sexta-feira 27, uma “tomada de controle amistosa” de Cuba, em um momento de aumento de pressão de Washington sobre a ilha comunista.
“O governo cubano está conversando conosco e tem problemas muito sérios, como vocês sabem. Eles não têm dinheiro, eles não têm nada neste momento. Mas estão conversando conosco e talvez tenhamos uma tomada de controle amistosa de Cuba”, disse Trump a jornalistas ao deixar a Casa Branca para viajar ao Texas.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse na quarta-feira que Cuba precisava de uma “mudança radical”, pouco depois de os Estados Unidos flexibilizarem suas restrições às exportações de petróleo para a ilha, que atravessa uma grave crise econômica, por “razões humanitárias”.
Os Estados Unidos impõem um bloqueio energético a Cuba desde janeiro, alegando a “ameaça excepcional” que a ilha comunista, situada a apenas 150 km da costa da Flórida, representa para a segurança nacional americana.
Rubio fez essas declarações em uma cúpula de chefes de governo da Comunidade do Caribe (Caricom), no arquipélago de São Cristóvão e Névis.
Segundo o jornal Miami Herald, à margem desse encontro, funcionários americanos próximos ao secretário de Estado se reuniram na quarta-feira com Raúl Rodríguez Castro, neto do ex-líder cubano Raúl Castro.
Rodríguez Castro não ocupa nenhum cargo oficial no governo cubano, mas é considerado uma figura influente na ilha.
O veículo de comunicação Axios já tinha reportado na semana passada que Rubio, nascido nos Estados Unidos, filho de pais cubanos, tinha feito contato com Rodríguez Castro.
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