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Trump anuncia criação de ‘conselho de paz’ para Gaza

Não foram divulgados nomes dos integrantes do grupo; o plano prevê o envio de uma força internacional de estabilização para o território palestino

Trump anuncia criação de ‘conselho de paz’ para Gaza
Trump anuncia criação de ‘conselho de paz’ para Gaza
Veículo das Nações Unidas junto aos escombros da sede da Agência da Onu para Assistência aos Refugiados em Gaza (UNRWA), destruída por ataques israelenses – foto: Omar Al-Qattaa/AFP
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira 15 a criação de um “conselho de paz” para a Faixa de Gaza, um elemento-chave da segunda fase de um plano apoiado por Washington para encerrar o conflito no território palestino.

A criação do conselho acontece após o anúncio de um comitê tecnocrata palestino de 15 membros encarregado de administrar a Faixa de Gaza no pós-guerra. Esse comitê de especialistas vai trabalhar sob a supervisão do conselho de paz, que deve ser presidido por Trump.

“É uma grande honra para mim anunciar que O CONSELHO DE PAZ FOI FORMADO”, publicou o presidente americano na plataforma Truth Social, onde acrescentou que os membros do órgão serão anunciados em breve. “Posso afirmar que é o maior e mais prestigioso conselho já reunido em qualquer momento e lugar.”

O plano contempla o envio de uma força internacional de estabilização para ajudar a garantir a segurança na Faixa de Gaza e treinar unidades selecionadas da polícia palestina.

“A bola está agora no campo dos mediadores, do garantidor americano e da comunidade internacional para dar ao comitê os meios para agir”, disse o dirigente do Hamas Basem Naim.

O plano de paz para a Faixa de Gaza apoiado pelos Estados Unidos entrou em vigor em 10 de outubro, o que facilitou a libertação de todos os reféns mantidos pelo Hamas e o fim dos combates com Israel. Sua segunda fase está em andamento, embora ofuscada por questões não resolvidas.

O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, governada pelo Hamas, informou que as forças de Israel mataram 451 pessoas desde que o cessar-fogo entrou em vigor.

Para os palestinos, a questão central é a retirada militar israelense completa da Faixa de Gaza, um passo incluído no plano, mas para o qual não foi anunciado um cronograma detalhado.

O Hamas, por sua vez, negou-se a se comprometer publicamente com um desarmamento total, uma exigência não negociável para Israel.

Em publicação na rede Truth Social, o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, disse que Washington espera que o Hamas “cumpra integralmente suas obrigações”. O movimento palestino está se preparando para realizar eleições internas e reconstruir sua liderança, dizimada pelos ataques israelenses.

Trump compartilhou hoje a publicação de Witkoff e comentou: “Esses líderes palestinos estão firmemente comprometidos com um futuro PACÍFICO!”, referindo-se ao governo de transição.

“Com o apoio de Egito, Turquia e Catar, conseguiremos um acordo integral de desmilitarização com o Hamas, que inclua a entrega de todas as armas e o desmantelamento de cada túnel”, proclamou o presidente americano.

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