Mundo
Trump ameaça cortar subsídios para empresas de Musk após empresário sugerir criar partido nos EUA
Ambos estão em disputa por conta do megapacote fiscal defendido pelo republicano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou o empresário Elon Musk em postagens na Truth Social, questionando a dependência da Tesla dos subsídios governamentais.
Em postagem feita na noite desta segunda-feira 30, o republicano sugeriu que as empresas do bilionário não sobreviveriam sem o apoio federal e mencionou o DOGE — departamento que Musk comandou — como possível ferramenta para investigar os incentivos recebidos.
“Elon talvez receba mais subsídios do que qualquer outro ser humano na história – de longe – e, sem esses subsídios, ele provavelmente teria que fechar as portas e voltar para casa, na África do Sul. Sem mais lançamentos de foguetes, satélites ou produção de carros elétricos – e nosso país economizaria uma FORTUNA. Talvez devêssemos pedir para o DOGE dar uma boa olhada nisso? HÁ MUITO DINHEIRO A SER ECONOMIZADO!!!”, escreveu Trump.
O conflito começou após Musk anunciar a possível criação de um novo movimento político — o “Partido da América”. A declaração veio como resposta direta ao megapacote fiscal defendido por Trump, que o empresário considera prejudicial ao país.
O bilionário, que foi peça fundamental no financiamento da campanha republicana de 2024, agora promete trabalhar ativamente contra congressistas que apoiem a proposta presidencial.
Durante sua passagem pelo DOGE, o executivo da Tesla havia assumido o compromisso de enxugar os gastos federais em 2 trilhões de dólares. Sob sua gestão, milhares de funcionários públicos perderam seus empregos e contratos foram cancelados em massa, mas o corte de gastos não chegou perto da meta outrora estabelecida.
Segundo estimativas do Escritório de Orçamento do Congresso, o projeto questionado por Musk pode aumentar o endividamento público em 3,3 trilhões de dólares.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



