Mundo

Tribunal egípcio retoma julgamento de Mubarak

Deposto pelas revoltas populares do início de 2011, ex-presidente pode ser condenado à morte se comprovada responsabilidade nas mortes de 850 manifestantes

Apoie Siga-nos no

Um tribunal do Cairo convocou neste sábado 14 autoridades de segurança do regime do ex-presidente Hosni Mubarak para depor, a partir de 19 de outubro, nas próximas sessões do processo em apelação do ex-presidente egípcio, julgado por “cumplicidade em assassinatos” de manifestantes durante a rebelião popular de 2011 que o derrubou.

Essas autoridades serão interrogadas sobre a repressão à revolta de janeiro e fevereiro de 2011, que terminou com a morte de 850 manifestantes. O objetivo é saber com máximo de exatidão o papel desempenhado pelo ditador.

O tribunal indicou que as audiências serão realizadas nos dias 19, 20 e 21 de outubro, a portas fechadas, ao contrário das sessões anteriores, que foram transmitidas ao vivo pela televisão estatal. Essa decisão foi adotada porque estes testemunhos afetam a “segurança nacional”.

O ex-líder, atualmente em prisão domiciliar, compareceu nesta sétima audiência de apelação sentado em uma cadeira de rodas, atrás de uma espécie de jaula reservada aos acusados. Mubarak aparecia ao lado de seus dois filhos – também acusados de “corrupção” -, de seu ministro do Interior, Habib el Adli, e de seis altos funcionários de seu governo.

Mubarak, de 85 anos, foi condenado em junho de 2012 em primeira instância à prisão perpétua por cumplicidade na morte de manifestantes durante a revolta de 2011. Ele apelou, e o tribunal de cassação ordenou um novo julgamento.

O ex-líder egípcio pode ser condenado à pena de morte.

*Leia mais em AFP

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo