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Três navios se dirigem aos EUA com petróleo da Venezuela
Donald Trump afirmou que Caracas entregaria a Washington entre 30 milhões e 50 milhões de barris
Três navios fretados pela Chevron se dirigem para os Estados Unidos, nesta quinta-feira 8, levando petróleo da Venezuela, segundo uma análise da AFP com base em dados de acompanhamento marítimo.
Outros dois petroleiros contratados pela empresa estavam fundeados, nesta quinta, no porto da refinaria de Bajo Grande, no oeste da Venezuela, e outros seis se dirigiam ao país sul-americano, segundo dados fornecidos pela Bloomberg.
A Chevron, única empresa americana que opera na Venezuela, fretou estes navios no âmbito de suas remessas regulares de petróleo para os Estados Unidos.
O presidente norte-americano, Donald Trump, assegurou, na terça-feira, que Caracas entregaria aos Estados Unidos entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo “sob sanções”.
O bloqueio naval imposto por Washington aos petroleiros sancionados vinculados à Venezuela provoca um acúmulo de petróleo nos tanques do país, advertiram analistas da plataforma especializada Kpler. O bloqueio não afeta os navios fretados pela Chevron.
Um dos petroleiros contratados, o “Ionic Anassa”, foi registrado navegando em frente a Cuba em direção ao porto de Pascagoula, no Mississippi, após ser carregado em Bajo Grande em 4 de janeiro, segundo a Bloomberg.
O “Nave Photon” estava ao norte de Caracas na quinta-feira, após chegar ao terminal de José, no leste do país, em 5 de janeiro. Era seguido de perto pelo “Mediterranean Voyager”.
Ambos têm previsão de chegar ao porto de Freeport, no Texas.
Outros dois navios, o “Minerva Gloria” e o “Searuby”, estavam em Bajo Grande nesta quinta-feira. E outros seis, aparentemente vazios, se dirigiam à Venezuela.
Segundo a última estimativa da Kpler, com base em imagens de radar de 30 de dezembro, as reservas terrestres de petróleo cru na Venezuela superam os 22 milhões de barris, cerca da metade da capacidade de armazenamento do país.
Os volumes de armazenamento denominado “flutuante” também aumentam. Segundo uma análise de satélite da Kpler, mais de 16 milhões de barris de petróleo sob sanções estavam armazenados, nesta quinta, em petroleiros utilizados como depósitos temporários.
Consultada a respeito, a Chevron não fez comentários sobre suas operações.
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