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Trabalhadores da Shein cumprem 75h de carga de trabalho por semana, aponta relatório
A informação consta em um relatório produzido pela organização suíça Public Eye, divulgado nesta segunda-feira 13 pela rede BBC Brasil
Apesar de ter prometido promover melhorias nas condições de trabalho de funcionários e fornecedores, a gigante chinesa Shein continua submetendo profissionais a cargas de trabalho que chegam a 75 horas por semana.
A informação consta em um relatório produzido pela organização suíça Public Eye, divulgado nesta segunda-feira 13 pela rede BBC Brasil.
Segundo a publicação, o relatório é um desdobramento de uma investigação iniciada em 2021, que apontou que vários funcionários da Shein em Guangzhou, na China, faziam cargas de trabalho excessivas.
Funcionários relataram, por exemplo, trabalhos diários por mais de doze horas, sem intervalo para almoço. Eles apontam, também, que é comum trabalhar sete dias por semana.
Desde que a primeira denúncia foi feita, há três anos, a Shein disse que a jornada excessiva de trabalho era um “desafio comum que marcas, fabricantes e outros atores do ecossistema devem trabalhar em conjunto para enfrentar”, prometendo fazer melhorias.
O próprio código de conduta da empresa estabelece que trabalhadores não devem ser expostos a cargas de trabalho acima de 60 horas semanais.
“Trabalho todos os dias das 8h às 22h30 e tiro um dia de folga por mês. Não posso me permitir mais dias de folga porque custa muito caro“, relatou uma funcionária à BBC.
A Shein é uma das principais empresas do mercado conhecido como “fast fashion”. Ou seja, roupas baratas, geralmente pouco duráveis.
Em termos de logística, a gigante chinesa é capaz de entregar itens – no Brasil, inclusive -, geralmente, em prazos muito mais curtos do que tradicionalmente se costuma praticar.
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