Mundo
Tensão na Ucrânia: EUA colocam 8.500 militares em alerta
O contingente foi anunciado nesta segunda-feira 24 pelo porta-voz do Pentágono, John Kirby
Os Estados Unidos colocaram em alerta cerca de 8.500 militares, que poderiam ser mobilizados como parte das tropas da Otan no contexto da crise na Ucrânia, anunciou nesta segunda-feira 24 o porta-voz do Pentágono, John Kirby.
“O número de efetivos que o ministro (da Defesa) pôs em alerta elevado chega a 8.500 homens”, declarou.
Kirby destacou que “não foi tomada nenhuma decisão sobre um deslocamento de forças fora dos Estados Unidos no momento”. Mas “está muito claro” que os russos “não têm a intenção atualmente de reduzir a escalada”, acrescentou.
União Europeia pede cautela
O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, fez um apelo nesta segunda 24 para que se evitem declarações alarmistas diante do aumento das tensões na fronteira entre a Ucrânia e a Rússia.
Questionado ao fim de uma reunião de chanceleres sobre a possível retirada do pessoal diplomático europeu na Ucrânia, Borrell disse que “é preciso manter a calma e fazer o que for necessário, mas evitando uma crise nervosa”.
Os europeus foram pegos de surpresa no domingo pela decisão dos Estados Unidos de recomendar a saída dos familiares de seus diplomatas da Ucrânia, gesto que foi criticado até pelas autoridades ucranianas.
Na reunião desta segunda, os chanceleres europeus ouviram diretamente os argumentos do secretário de Estado americano, Antony Blinken, mas, ao final, Borrell buscou diminuir a intensidade da pressão.
“Sabemos muito bem quais são as ameaças e (…) a forma como devemos reagir. E sem dúvida devemos evitar reações que possam dar a sensação de um alarme que tem consequências, mesmo de uma ponto de vista econômico”, afirmou.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



