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Starbucks é investigada por anúncio que evocou massacre na Coreia do Sul
A propaganda coincidiu com o 46º aniversário do Levante de Gwangju, no qual 165 civis morreram quando a ditadura militar enviou tanques às ruas
A polícia sul-coreana realizou buscas nesta quarta-feira 5 nos escritórios da Starbucks, informou à AFP a operadora local da rede de cafeterias, após uma campanha publicitária acusada de difamar ativistas mortos em protestos pró-democracia em 1980.
A Starbucks Coreia lançou, em 18 de maio, uma promoção chamada “Dia do Tanque”, divulgando uma nova linha de copos de grande capacidade para suas bebidas.
O anúncio coincidiu com o 46º aniversário do Levante de Gwangju, no qual 165 civis morreram quando a ditadura militar enviou tanques às ruas, segundo o balanço oficial.
A rede foi acusada de banalizar o movimento de protesto mais emblemático do país e de insultar os mortos, lembrados por muitos como mártires.
Um grupo civil e as famílias das vítimas apresentaram uma queixa na qual acusam membros do Grupo Shinsegae, que opera o Starbucks Coreia, de difamação.
A Coreia do Sul é o terceiro maior mercado da gigante do café, atrás de seu país de origem, os Estados Unidos, e da China.
A polêmica levou a um pedido público de desculpas e ao fechamento temporário das mais de 2.000 lojas do país para capacitação de funcionários em junho.
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