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Sob Trump, EUA classificam González Urrutia como ‘presidente legítimo’ da Venezuela
Secretário de Estado criticou a ‘repressão’ lançada por Maduro contra adversários
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, conversou nesta quarta-feira 22 “com o presidente legítimo da Venezuela, Edmundo González Urrutia, e a líder da oposição María Corina Machado“, afirmou Tammy Bruce, porta-voz do Departamento de Estado.
Dois dias depois da posse do presidente Donald Trump, Rubio formalizou o apoio do novo governo americano a González Urrutia, que denuncia a reeleição do governante chavista Nicolás Maduro no país sul-americano como uma fraude e afirma ter vencido o pleito nas urnas.
Rubio “elogiou a coragem do povo venezuelano diante da repressão perpetrada por Maduro e seus comparsas”, detalhou Bruce em comunicado.
O novo secretário de Estado americano reiterou o apoio de Washington “à restauração da democracia na Venezuela, bem como à libertação incondicional e imediata de todos os presos políticos”, acrescentou a porta-voz.
González Urrutia, que compareceu à cerimônia de posse de Trump agradeceu a conversa com o novo titular das Relações Exteriores e expressou que isso “mostra a prioridade que a Venezuela tem em sua agenda”.
“Seu apoio é um impulso crucial”, acrescentou em mensagem na rede social X.
Trump já havia chamado González Urrutia de “presidente eleito” depois que a oposição venezuelana denunciou que Corina Machado tinha sido “retida à força” brevemente no final de um protesto contra a posse de Maduro em 10 de janeiro.
“Sabemos que contamos com nossos aliados estratégicos”, escreveu Corina Machado no X.
A volta de Trump ao Salão Oval abre um novo capítulo nas relações bilaterais entre Estados Unidos e Venezuela.
Na sabatina para a confirmação do cargo no Senado, Rubio afirmou que a Venezuela “é gerida por uma organização do narcotráfico que se empoderou como um Estado-nação” e questionou sua proximidade com Rússia e Irã.
Além disso, Rubio criticou o governo do ex-presidente democrata Joe Biden por negociar com Maduro, “que aceitou realizar eleições”, mas que “foram completamente falsas”.
O governo Biden elevou para 25 milhões de dólares (cerca de R$ 150 milhões) a recompensa pelo mandatário venezuelano, por acusações de “narcotráfico” e “corrupção”.
Na sua primeira gestão, Trump tampouco reconheceu Maduro por considerar fraudulenta sua primeira reeleição.
Naquele momento, Washington anunciou que reconhecia o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente interino do país sul-americano.
Em 2019, Trump impôs à Venezuela uma série de sanções, incluindo um embargo ao setor de petróleo e gás, uma estratégia de pressão fracassada para tentar provocar a queda de Maduro.
A própria oposição venezuelana pôs fim ao simbólico governo provisório de Guaidó em 2023.
Rubio disse que revisaria as licenças concedidas pela administração democrata a petrolíferas, entre elas a americana Chevron, para operar na Venezuela.
“Empresas como a Chevron estão aportando bilhões de dólares aos cofres do regime”, protestou Rubio, um firme opositor de Maduro. “Tudo isso precisa ser reexplorado.”
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