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Sob pretexto do combate ao narcotráfico, Trump já enviou agentes da CIA em missão secreta ao México

Em abril, dois funcionários dos EUA morreram no México em um acidente. Eles estavam no País sem autorização ou conhecimento das autoridades mexicanas

Sob pretexto do combate ao narcotráfico, Trump já enviou agentes da CIA em missão secreta ao México
Sob pretexto do combate ao narcotráfico, Trump já enviou agentes da CIA em missão secreta ao México
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a presidenta do México, Claudia Sheinbaum. Fotos: Foto: Andrew Cabellero-Reynolds/AFP e Gerardo Luna/Governo do México
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O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira 28 que vai classificar como organizações terroristas as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho. Essa iniciativa não é única na América Latina, já que o governo de Donald Trump já incluiu pelo menos seis cartéis mexicanos em listas ligadas ao terrorismo.

Na prática, a decisão dos EUA levou a uma escalada de tensões diplomáticas entre os dois países. O ápice da insatisfação da presidenta mexicana Claudia Sheinbaum aconteceu em 19 de abril, com a morte de dois agentes dos Estados Unidos em um acidente em território mexicano.

A dupla, que estava no País sem autorização, voltava de uma operação antidrogas da Agência Central de Inteligência (CIA) no território mexicano para supostamente desmontar um laboratório clandestino de drogas. O caso aumentou a tensão com Washington e levou à renúncia do procurador estadual de Chihuahua, César Jáuregui, que reconheceu “omissões” em relação à presença dos dois americanos.

Quando o caso veio à tona, o embaixador dos EUA no México, Ronald Johnson, disse que eram “dois membros do pessoal da embaixada dos Estados Unidos”. “A legislação mexicana é clara: não permite a participação de agentes estrangeiros em operações dentro do território nacional”, afirmou a Secretaria de Segurança.

“Neste sentido, são realizadas as revisões correspondentes em coordenação com as autoridades locais competentes e com a embaixada dos Estados Unidos”, acrescentou.

Sheinbaum tem mostrado sua oposição à realização de operações conjuntas com os Estados Unidos contra as máfias e pede que a colaboração entre ambos os países se limite ao compartilhamento de informações.

(Com informações da AFP).

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