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Sete guardas de prefeito assassinado no México são presos sob suspeita de participação no crime
Carlos Manzo foi assassinado a tiros no início de novembro, durante evento público
Sete guardas encarregados da segurança do prefeito mexicano Carlos Manzo, assassinado a tiros no início de novembro, foram detidos nesta sexta-feira (21), informou a Promotoria do estado de Michoacán (oeste).
A morte de Manzo, que liderava uma cruzada contra o crime organizado no convulso estado de Michoacán, indignou a sociedade, gerou protestos antigovernamentais massivos e levou ao reforço das forças federais na região.
A promotoria estadual detalhou que os guardas foram detidos por sua “provável participação no crime de homicídio qualificado” do político. A instituição acrescentou que está investigando o assassinato.
Apenas na última quarta-feira, autoridades federais anunciaram a detenção de Jorge Armando “N”, também conhecido como “El Licenciado”, apontado “como um dos autores intelectuais” do assassinato de Manzo, que era prefeito da cidade de Uruapan, em Michoacán.
A imprensa local divulgou imagens de uma operação realizada ao meio-dia desta sexta-feira em Uruapan por agentes da promotoria local, com apoio de militares e guardas federais. O breve informe da promotoria, divulgado nas redes sociais, acrescentou que os detidos são “funcionários públicos” e que foram levados a um presídio para serem apresentados a um juiz.
Autoridades indicaram que os responsáveis pela segurança de Manzo, que ganhou popularidade ao liderar operações contra grupos criminosos, eram policiais municipais.
O prefeito foi assassinado na frente de sua família, na rua, durante um evento público do Dia dos Mortos. O assassino material foi um jovem de 17 anos que acabou morto pelos guardas do político. Autoridades locais e federais afirmaram que o crime organizado estaria por trás do assassinato.
No sábado passado, uma marcha convocada pela chamada Geração Z, na qual se protestou pelo assassinato de Manzo, deixou mais de 100 feridos e 19 detidos na capital.
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