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Serviço Postal dos EUA suspende entrada de pacotes da China

Decisão ocorre após o governo Trump impor novas taxas aos produtos do país asiático

Serviço Postal dos EUA suspende entrada de pacotes da China
Serviço Postal dos EUA suspende entrada de pacotes da China
A USPS, serviço postal dos EUA. Foto: Patrick T. Fallon / AFP
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O Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS) informou na terça-feira 4 que suspendeu “temporariamente” e “até novo aviso” a entrada de pacotes procedentes de China continental e de Hong Kong, depois que o presidente Donald Trump anunciou novas tarifas ao país asiático.

O USPS não apresentou nenhuma razão em um comunicado curto, no qual se limita a afirmar que “o fluxo de cartas e correio plano (do mesmo local de origem) não será afetado”.

As ações das empresas chinesas de comércio eletrônico sofreram quedas na Bolsa de Hong Kong após o anúncio: a JD.com caiu 5,25% e a Alibaba recuou 1,6%.

Alvo a partir da meia-noite de terça-feira para quarta-feira de tarifas adicionais de 10% sobre todas as suas exportações para os Estados Unidos, a China contra-atacou de maneira imediata e prometeu aumentar as barreiras alfandegárias sobre uma série de produtos americanos, como carvão, petróleo, equipamentos agrícolas ou carros esportivos.

A decisão do USPS pode bloquear, ao menos temporariamente, a entrada nos Estados Unidos de pacotes procedentes de plataformas de compras online muito populares como Shein e Temu, que vendem produtos a baixo custo.

Até o momento, produtos de baixo valor estavam isentos de tarifas nos Estados Unidos, mas o governo Trump suspendeu a norma ao anunciar as novas tarifas adicionais.

Os produtos do México e do Canadá também deveriam sofrer tarifas de 25% a partir de terça-feira, mas Trump suspendeu a medida por um mês na segunda-feira, depois que recebeu compromissos dos dois países sobre o reforço da segurança na fronteira e o combate ao tráfico de fentanil, um opioide potente.

México, Canadá e China são os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos e, juntos, representam mais de 40% das importações do país.

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