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Senador uruguaio é indiciado por diversos crimes sexuais

Entre os crimes supostamente cometidos por Gustavo Penadés há 11 de retribuição à exploração sexual de menores

O senador uruguaio Gustavo Penadés. Foto: Dante Fernandez/AFP
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O senador uruguaio Gustavo Penadés, uma figura importante do governo do presidente Luis Lacalle Pou, foi indiciado nesta terça-feira 10 como o suposto autor de múltiplos crimes sexuais, em um caso que há quatro meses resultou na suspensão de sua imunidade parlamentar.

Penadés, de 57 anos, foi acusado de 11 crimes de retribuição à exploração sexual de menores de idade, quatro crimes de abuso sexual especialmente agravados, três crimes de abuso sexual agravados, um crime de estupro, um crime de desacato, um crime de corrupção de menores e um crime de atentado violento ao pudor.

O porta-voz do Ministério Público, Javier Benech, informou aos jornalistas sobre a formalização da investigação contra Penadés, mas disse que ainda são discutidas as medidas cautelares a serem aplicadas. Segundo a legislação vigente, caberia ao MP solicitar a prisão preventiva enquanto a investigação prossegue.

Benech também afirmou que Sebastián Mauvezin, ex-professor de História do Liceu Militar, suposto facilitador desses encontros sexuais, foi acusado pela suposta prática de sete crimes de contribuição à exploração sexual de menores.

Penadés e Mauvezin negaram veementemente as alegações contra eles.

Nesta terça-feira, ao chegar à audiência judicial, Penadés afirmou estar “muito tranquilo, com a tranquilidade da inocência”.

O procurador-geral da Nação, Juan Gómez, iniciou uma investigação oficial sobre Penadés no fim de março, depois de Romina Celeste Papasso, uma mulher trans militante do Partido Nacional, o acusar publicamente de “pedofilia”. Em seguida, surgiram novas denúncias no mesmo sentido.

De acordo com detalhes revelados durante a sessão do Senado em que Penadés foi despojado de sua imunidade parlamentar, a maioria dos que testemunharam contra ele “era de jovens” no momento do suposto abuso, a maioria com “13 e 14 anos”, e os eventos denunciados ocorreram ao longo de vários anos, incluindo um testemunho de 2020.

“Em um caso já antigo, a vítima era apenas uma criança em um time de futebol que Penadés organizava quando ainda era adolescente”, detalha o processo.

Penadés renunciou em junho ao Partido Nacional, que faz parte da atual coalizão de governo e no qual o senador teve uma longa trajetória desde a década de 1980.

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