Mundo

Senador boliviano completa 50 dias em Embaixada do Brasil

O futuro de Roger Pinto Molina é incerto, mesmo depois de receber asilo político do governo brasileiro

Senador boliviano completa 50 dias em Embaixada do Brasil
Senador boliviano completa 50 dias em Embaixada do Brasil
Apoie Siga-nos no

Renata Giraldi*


Repórter da Agência Brasil

 

Brasília – Após 50 dias na Embaixada do Brasil em La Paz, o futuro do senador boliviano Roger Pinto Molina é incerto, mesmo depois de receber asilo político do governo brasileiro. Não há previsão de quando ele deixará o local, segundo parlamentares de sua legenda. Roger Pinto procurou a Embaixada do Brasil no último dia 28 maio alegando sofrer de perseguição política e correr risco de morte.

O governo do Brasil concedeu o asilo, mas as autoridades da Bolívia ainda não emitiram um salvo-conduto para que o senador, que era líder da bancada de oposição ao governo de Evo Morales, pudesse deixar o local e se dirigir ao aeroporto.

Na embaixada, ele reside em um quarto improvisado, onde passa o dia lendo jornais, falando com a família no seu celular e recebendo políticos da sua agremiação, a Convergência Nacional. As autoridades bolivianas acusaram o parlamentar de, no passado, obstruir investigações da Justiça.

“A situação dele hoje é indefinida”, disse o deputado Luis Oliva.”Sem o salvo-conduto, ele não pode sair da embaixada para o aeroporto para embarcar rumo ao Brasil”, acrescentou o deputado, no momento em que visitava o senador na embaixada juntamente com um grupo de políticos locais. O governo brasileiro concedeu o asilo político para o senador em dez dias – em 8 de junho -, lembrou o parlamentar.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores da Bolívia, não corresponderia ao governo boliviano tomar essa medida. Segundo os assessores, o salvo-conduto deve ser dado por um organismo internacional e não pelo governo boliviano. A assessoria informou ainda que o senador deve se apresentar à Justiça para responder pelas acusações de irregularidades.

Autoridades do governo do presidente Evo Morales, como o vice-presidente Álvaro García Linera, disseram à imprensa local que Roger Pinto teria procurado a embaixada porque “tem vinte processos na Justiça”.

O novo embaixador da Bolívia no Brasil, Jerjes Justiniano, disse que o salvo-conduto será “analisado com base na Constituição Política do Estado (CPE)”. “Vou estudar a Constituição e qualquer decisão será a partir do que dizem as leis [bolivianas]”, disse ele.

Renata Giraldi*


Repórter da Agência Brasil

 

Brasília – Após 50 dias na Embaixada do Brasil em La Paz, o futuro do senador boliviano Roger Pinto Molina é incerto, mesmo depois de receber asilo político do governo brasileiro. Não há previsão de quando ele deixará o local, segundo parlamentares de sua legenda. Roger Pinto procurou a Embaixada do Brasil no último dia 28 maio alegando sofrer de perseguição política e correr risco de morte.

O governo do Brasil concedeu o asilo, mas as autoridades da Bolívia ainda não emitiram um salvo-conduto para que o senador, que era líder da bancada de oposição ao governo de Evo Morales, pudesse deixar o local e se dirigir ao aeroporto.

Na embaixada, ele reside em um quarto improvisado, onde passa o dia lendo jornais, falando com a família no seu celular e recebendo políticos da sua agremiação, a Convergência Nacional. As autoridades bolivianas acusaram o parlamentar de, no passado, obstruir investigações da Justiça.

“A situação dele hoje é indefinida”, disse o deputado Luis Oliva.”Sem o salvo-conduto, ele não pode sair da embaixada para o aeroporto para embarcar rumo ao Brasil”, acrescentou o deputado, no momento em que visitava o senador na embaixada juntamente com um grupo de políticos locais. O governo brasileiro concedeu o asilo político para o senador em dez dias – em 8 de junho -, lembrou o parlamentar.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores da Bolívia, não corresponderia ao governo boliviano tomar essa medida. Segundo os assessores, o salvo-conduto deve ser dado por um organismo internacional e não pelo governo boliviano. A assessoria informou ainda que o senador deve se apresentar à Justiça para responder pelas acusações de irregularidades.

Autoridades do governo do presidente Evo Morales, como o vice-presidente Álvaro García Linera, disseram à imprensa local que Roger Pinto teria procurado a embaixada porque “tem vinte processos na Justiça”.

O novo embaixador da Bolívia no Brasil, Jerjes Justiniano, disse que o salvo-conduto será “analisado com base na Constituição Política do Estado (CPE)”. “Vou estudar a Constituição e qualquer decisão será a partir do que dizem as leis [bolivianas]”, disse ele.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo