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Secretário-geral da ONU diz que filme anti-islã é vergonhoso

Segundo Ban Ki-moon, a liberdade de expressão não pode ser usada para provocar ou humilhar outras pessoas em seus valores

Segundo Ban, a liberdade de expressão é um direito que deve ser protegido, desde que não ofenda as crenças e valores. Foto: ©AFP / Fabrice Coffrini
Segundo Ban, a liberdade de expressão é um direito que deve ser protegido, desde que não ofenda as crenças e valores. Foto: ©AFP / Fabrice Coffrini
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NOVA YORK (AFP) – O filme anti-islâmico que provocou violentas manifestações no mundo muçulmano foi classificado pelo  secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon como “escandaloso e vergonhoso”.

A liberdade de expressão é um direito “inalienável” que deve ser protegido, com a condição de que não ofenda as crenças e os valores dos demais, afirmou Ban a jornalistas na sede das Nações Unidas em Nova York.

“Quando alguns usam esta liberdade de expressão para provocar ou humilhar outras pessoas em seus valores e crenças, então não pode ser protegida da mesma forma”, completou.

“A liberdade de expressão, que é um direito fundamental e um privilégio, não pode ser usado de forma abusiva, por um ato tão escandaloso e vergonhoso”, concluiu, ao comentar o filme Inocência dos Muçulmanos.

O filme amador de baixo orçamento, produzido nos Estados Unidos e que teve trechos divulgados na internet, pretende contar a vida do profeta Maomé e apresenta os muçulmanos como imorais e violentos.

As cenas divulgadas provocaram manifestações no mundo árabe-muçulmano, que deixaram dezenas de mortos desde a semana passada.

Exibição proibida

Devido às reações violentas causadas pelo filme em vários países muçulmanos, o Youtube, empresa do grupo Google, bloqueou o vídeo em Cingapura, a pedido das autoridades. O mesmo aconteceu na Malásia e Indonésia, vizinhos de Cingapura, e na Índia e Arábia Saudita. Outros países como Paquistão, Afeganistão e Sudão bloquearam por iniciativa própria o acesso ao filme.

As tentativas de acessar o filme no YouTube recebem a mensagem: “este conteúdo não está disponível em seu país por uma solicitação do governo”.

Nesta quarta-feira 19, a protagonista de Inocência dos Muçulmanos, Cindy Lee Garcia,  processou seu produtor, em Los Angeles, afirmando ter sido enganada sobre as intenções da fita e pedindo à justiça que o vídeo seja definitivamente retirado do YouTube.

A atriz afirma que os atores foram enganados e participaram das filmagens sem conhecer as verdadeiras intenções dos diretores.

O processo movido por Garcia é dirigido a Nakula Basseley Nakula, um copta (cristão egípcio) de 55 anos, que mora perto de Los Angeles e admitiu ter colaborado na elaboração do filme. Em 2010, ele foi condenado por fraude bancária com uma sentença de 21 meses de prisão.

“Bacile afirmou que (Inocência dos Muçulmanos) era um filme de aventura sobre o Egito antigo”, garantiu a atriz na ação.

No processo, a protagonista reclama de invasão da privacidade, fraude, calúnia e dano intencional. Garcia também move um processo contra o YouTube e o gigante de buscas Google, do qual depende, por divulgar trechos do filme.

Mais informações em AFP Móvil

NOVA YORK (AFP) – O filme anti-islâmico que provocou violentas manifestações no mundo muçulmano foi classificado pelo  secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon como “escandaloso e vergonhoso”.

A liberdade de expressão é um direito “inalienável” que deve ser protegido, com a condição de que não ofenda as crenças e os valores dos demais, afirmou Ban a jornalistas na sede das Nações Unidas em Nova York.

“Quando alguns usam esta liberdade de expressão para provocar ou humilhar outras pessoas em seus valores e crenças, então não pode ser protegida da mesma forma”, completou.

“A liberdade de expressão, que é um direito fundamental e um privilégio, não pode ser usado de forma abusiva, por um ato tão escandaloso e vergonhoso”, concluiu, ao comentar o filme Inocência dos Muçulmanos.

O filme amador de baixo orçamento, produzido nos Estados Unidos e que teve trechos divulgados na internet, pretende contar a vida do profeta Maomé e apresenta os muçulmanos como imorais e violentos.

As cenas divulgadas provocaram manifestações no mundo árabe-muçulmano, que deixaram dezenas de mortos desde a semana passada.

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Devido às reações violentas causadas pelo filme em vários países muçulmanos, o Youtube, empresa do grupo Google, bloqueou o vídeo em Cingapura, a pedido das autoridades. O mesmo aconteceu na Malásia e Indonésia, vizinhos de Cingapura, e na Índia e Arábia Saudita. Outros países como Paquistão, Afeganistão e Sudão bloquearam por iniciativa própria o acesso ao filme.

As tentativas de acessar o filme no YouTube recebem a mensagem: “este conteúdo não está disponível em seu país por uma solicitação do governo”.

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