Mundo
Sarkozy não quer visita de pregador muçulmano do Catar
O presidente francês justificou a decisão dizendo que o pregador, acusado de antissemitismo, não têm discursos compatíveis com o ideal republicano
PARIS (AFP) – O presidente francês Nicolas Sarkozy revelou nesta segunda-feira 26 que o controverso pregador muçulmano Yusef al- Qaradaui “não é bem-vindo” na França, país que pretendia visitar em abril a convite de uma organização religiosa.
“Afirmei ao próprio emir do Qatar que este senhor não é bem-vindo no território da República Francesa”, declarou Sarkozy à emissora France Info.
De origem egípcia e nacionalidade do Catar, Al-Qaradaui tem passaporte diplomático e não precisa solicitar visto para entrar na França. Al-Qaradaui participaria no congresso da União de Organizações Islâmicas da França (UOIF).
“Afirmei que não serão bem-vindos no território da República um certo número de pessoas que foram convidadas para este congreso e que têm discursos que não são compatíveis com o ideal republicano”, disse Sarkozy, que está em campanha pela reeleição.
Yusef al-Qaradaui, de 86 anos, é considerado um dos mais influentes pregadores do islã sunita graças a seus discursos no canal Al-Jazeera e no portal IslamOnline.
Deixou o Egito nos anos 1960, depois de ter sido detido pelo governo de Gamal Abdel Nasser, que reprimia a Irmandade Muçulmana.
Al-Qaradaui é acusado de antissemitismo e já foi proibido de entrar na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.
Os crimes do jihadista francês Mohamed Merah na região de Toulouse (sul da França) transformaram a segurança em tema central da campanha eleitoral na França.
Mohamed Merah matou três crianças e um professor de religião em uma escola judaica e três militares entre 11 e 19 de março.
Leia mais em AFP Movel.
PARIS (AFP) – O presidente francês Nicolas Sarkozy revelou nesta segunda-feira 26 que o controverso pregador muçulmano Yusef al- Qaradaui “não é bem-vindo” na França, país que pretendia visitar em abril a convite de uma organização religiosa.
“Afirmei ao próprio emir do Qatar que este senhor não é bem-vindo no território da República Francesa”, declarou Sarkozy à emissora France Info.
De origem egípcia e nacionalidade do Catar, Al-Qaradaui tem passaporte diplomático e não precisa solicitar visto para entrar na França. Al-Qaradaui participaria no congresso da União de Organizações Islâmicas da França (UOIF).
“Afirmei que não serão bem-vindos no território da República um certo número de pessoas que foram convidadas para este congreso e que têm discursos que não são compatíveis com o ideal republicano”, disse Sarkozy, que está em campanha pela reeleição.
Yusef al-Qaradaui, de 86 anos, é considerado um dos mais influentes pregadores do islã sunita graças a seus discursos no canal Al-Jazeera e no portal IslamOnline.
Deixou o Egito nos anos 1960, depois de ter sido detido pelo governo de Gamal Abdel Nasser, que reprimia a Irmandade Muçulmana.
Al-Qaradaui é acusado de antissemitismo e já foi proibido de entrar na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.
Os crimes do jihadista francês Mohamed Merah na região de Toulouse (sul da França) transformaram a segurança em tema central da campanha eleitoral na França.
Mohamed Merah matou três crianças e um professor de religião em uma escola judaica e três militares entre 11 e 19 de março.
Leia mais em AFP Movel.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

