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São Paulo investiga caso suspeito de ebola e aciona protocolo de emergência

Paciente com histórico de viagem a área afetada na África foi encaminhado ao Instituto Emílio Ribas; autoridades ressaltam que risco da doença no Brasil é muito baixo

São Paulo investiga caso suspeito de ebola e aciona protocolo de emergência
São Paulo investiga caso suspeito de ebola e aciona protocolo de emergência
Profissionais de saúde recebem spray com desinfetante após contato com o corpo de uma pessoa suspeita de ter morrido de ebola, na RDC, em 25 de maio de 2026. Foto: Glody Murhabazi/AFP
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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo investiga um caso suspeito de doença pelo vírus ebola em um paciente de 37 anos com histórico recente de viagem a uma área com transmissão da enfermidade na África. O caso mobilizou o sistema estadual de vigilância epidemiológica e levou à adoção dos protocolos previstos para situações de suspeita da doença. 

Segundo as orientações vigentes da Secretaria da Saúde, são considerados suspeitos os pacientes que apresentam febre e que, nos 21 dias anteriores ao início dos sintomas, tenham estado em regiões com transmissão de ebola ou mantido contato com sangue e fluidos corporais de pessoas infectadas ou sob investigação. Outros sintomas que podem acompanhar o quadro incluem cefaleia intensa, dores musculares, vômitos, diarreia e dor abdominal. 

A investigação ocorre em meio à preocupação internacional com o avanço do surto de ebola causado pela cepa Bundibugyo na República Democrática do Congo. Em 16 de maio, a Organização Mundial da Saúde classificou o evento como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional após a confirmação de casos exportados para Uganda. Trata-se do maior surto já registrado dessa variante do vírus. 

Apesar do alerta, as autoridades sanitárias brasileiras avaliam que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Entre os fatores apontados estão a inexistência de transmissão histórica da enfermidade no continente, a ausência de voos diretos entre as áreas afetadas e a necessidade de contato direto com fluidos corporais de pessoas sintomáticas para que ocorra a infecção. 

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