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Rússia prende mais três suspeitos do ataque em Moscou

Segundo as autoridades de segurança do país, dois dos suspeitos “transferiram dinheiro para a compra de armas de fogo e veículos utilizados no ato terrorista” e o terceiro “financiou” os agressores

Rússia prende mais três suspeitos do ataque em Moscou
Rússia prende mais três suspeitos do ataque em Moscou
Fachada da Crocus City Hall, no norte de Moscou, em 29 de março, uma semana depois de um ataque ter matado pelo menos 143 pessoas e ferido dezenas de outras. Foto: NATALIA KOLESNIKOVA / AFP
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As autoridades russas prenderam outros três suspeitos, procedentes da Ásia Central, em relação com o ataque ocorrido há duas semanas em uma casa de shows perto de Moscou, anunciaram os serviços de segurança russos (FSB) nesta quinta-feira (4).

“O FSB prendeu em Moscou, Ecaterimburgo [centro] e em Omsk [Sibéria] um cidadão russo e dois cidadãos estrangeiros – todos originários da Ásia Central –, envolvidos no ato terrorista cometido em 22 de março de 2024 na Crocus City Hall”, declarou o FSB em um comunicado, citado por agências de notícias russas.

Segundo o FSB, dois suspeitos “transferiram dinheiro para a compra de armas de fogo e veículos utilizados no ato terrorista” e o terceiro “financiou” os agressores.

O FSB divulgou um vídeo da prisão.

Em 22 de março, vários homens abriram fogo contra a Crocus City Hall, uma casa de shows perto da capital russa, e depois incendiaram o local. O ataque deixou 144 mortos e é o pior cometido no país nos últimos 20 anos.

Mais de dez pessoas foram presas após este massacre, incluindo os quatro supostos agressores, que eram procedentes do Tadjiquistão, uma ex-república soviética na Ásia Central.

O ataque foi reivindicado pela organização jihadista Estado Islâmico (EI), embora as autoridades russas afirmem que a Ucrânia também esteve envolvida, algo que Kiev nega energicamente.

Nesta quinta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os “fundamentalistas islamistas” não tinham motivos para atacar a Rússia, apesar das múltiplas ameaças feitas pelo grupo EI.

“Temos todas as razões para acreditar que o principal objetivo dos autores intelectuais do sangrento e horrível ataque terrorista perpetrado em Moscou era precisamente atacar a nossa unidade”, disse Putin durante uma reunião com sindicatos.

No entanto, os grupos jihadistas consideram a Rússia um alvo legítimo, uma vez que o país combate o EI na Síria e na região do Sahel e também tem lutado contra grupos islamistas e separatistas na Chechênia, uma região muçulmana do Cáucaso russo, no sudoeste.

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