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Rússia exige retirada da Ucrânia do Donbass como condição para encerrar a guerra
Vladimir Putin afirmou no último fim de semana de que o conflito ‘está chegando ao fim’
A Rússia reiterou, nesta quarta-feira 13, sua principal condição para o fim da guerra e descartou negociações genuínas até que as tropas de Kiev se retirem do Donbass, região no leste da Ucrânia parcialmente controlada por Moscou.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, respondeu assim a questionamentos sobre a declaração do presidente Vladimir Putin no último fim de semana de que o conflito na Ucrânia “está chegando ao fim”.
“Para que haja um cessar-fogo e uma janela para iniciar negociações de paz genuínas”, disse Peskov em uma coletiva de imprensa, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, “deve ordenar que o exército ucraniano cesse o fogo e se retire do território do Donbass, abandone as regiões controladas pela Rússia”.
As negociações para o fim do conflito entre Moscou e Kiev, mediadas pelos Estados Unidos, estão paralisadas desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro.
O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na sexta-feira uma trégua entre os dois países, de 9 a 11 de maio, para permitir a comemoração em Moscou da vitória soviética sobre a Alemanha nazista em 1945.
No entanto, os dois países acusaram-se mutuamente de violá-la.
A Rússia ocupa atualmente um quinto do território ucraniano: toda a Península da Crimeia, que anexou em 2014, a maior parte do Donbass (formado pelas regiões de Donetsk e Luhansk) e grandes partes de Zaporizhzhia e Kherson, no sul.
Moscou reivindica essas cinco regiões como suas, após referendos organizados às pressas e considerados ilegítimos por grande parte da comunidade internacional.
Zelensky rejeitou essas reivindicações russas e afirma que ceder essas regiões seria equivalente a uma rendição.
A ofensiva russa na Ucrânia, iniciada em 2022, causou centenas de milhares de mortes. É o conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
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