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Rússia diz que interceptou 184 drones ucranianos durante a noite

Na segunda-feira, o Kremlin tinha anunciado a neutralização de 251 outros dispositivos

Rússia diz que interceptou 184 drones ucranianos durante a noite
Rússia diz que interceptou 184 drones ucranianos durante a noite
Os presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Volodymyr Zelensky (Ucrânia). Imagem: Presidência da Ucrânia e Alexander Kazakov/Pool/AFP
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A Rússia anunciou nesta terça-feira 7 que interceptou 184 drones ucranianos durante a noite, um dos ataques mais intensos de Kiev desde o início da campanha em larga escala de Moscou na Ucrânia em fevereiro de 2022.

A maioria dos drones foi abatida sobre as regiões de Kursk (62) e Belgorod (31), na fronteira com a Ucrânia, segundo um comunicado do Ministério da Defesa russo.

Na segunda-feira, a Rússia afirmou ter neutralizado 251 desses dispositivos, um dos maiores ataques retaliatórios de Kiev, que resultou em duas mortes.

Na região de mesmo nome, cerca de mil pessoas permaneceram sem energia na manhã desta terça-feira após ataques à infraestrutura energética nos últimos dois dias, de acordo com o governador Vyacheslav Gladkov.

Desde o início de sua ofensiva, há três anos e meio, a Rússia tem lançado drones e mísseis contra a Ucrânia quase diariamente, e a Ucrânia responde regularmente atacando território russo.

A Ucrânia começou a responder com bombardeios contra refinarias de petróleo russas e outras infraestruturas energéticas.

Moscou intensificou seus ataques à rede elétrica da Ucrânia nos últimos dias, aumentando o temor de uma campanha que visa mergulhar o país na escuridão com a aproximação do inverno, como ocorreu em 2024.

No final de setembro, Moscou controlava total ou parcialmente 19% do território ucraniano, segundo uma análise da AFP baseada em dados fornecidos pelo Instituto Americano para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), que trabalha em conjunto com o Critical Threats Project (CTP).

Cerca de 7% — Crimeia e áreas da região industrial do Donbass — já estavam sob controle russo antes do início da ofensiva em 2022.

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