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Rússia critica reinclusão de Cuba na lista dos EUA de ‘patrocinadores do terrorismo’

Moscou e Havana estreitaram suas relações desde o início da ofensiva na Ucrânia, em fevereiro de 2022

Rússia critica reinclusão de Cuba na lista dos EUA de ‘patrocinadores do terrorismo’
Rússia critica reinclusão de Cuba na lista dos EUA de ‘patrocinadores do terrorismo’
Uma van de entregas de uma empresa de remessa de alimentos com sede nos EUA circula em uma rua de Havana, em 22 de maio de 2024. Foto: Yamil Lage/AFP
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A Rússia criticou, nesta terça-feira 21, a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reinserir Cuba na lista de Estados patrocinadores do “terrorismo” e qualificou a medida como uma tentativa de desestabilizar a ilha e provocar uma mudança de regime. Joe Biden havia retirado Cuba da lista há uma semana.

A decisão de Trump “visa a endurecer as restrições financeiras e econômicas” contra a ilha “com a esperança de desestabilizar a situação e mudar o poder em Cuba”, criticou Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo.

A medida é injustificada, pois Cuba participa ativamente da “cooperação internacional no combate ao terrorismo”, acrescentou em um comunicado.

Os Estados Unidos devem perceber que tais medidas “têm uma influência extremamente negativa na qualidade de vida da população da ilha”, continuou, sugerindo que o objetivo é provocar o “descontentamento social”.

A Rússia continuará a prestar “o apoio necessário a Cuba” em suas demandas por um “fim imediato e completo” do “bloqueio ilegal e desumano” imposto pelos Estados Unidos, afirmou Zakharova.

Rússia e Cuba estreitaram suas relações desde o início da ofensiva de Moscou na Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, visitou a ilha caribenha em fevereiro de 2024, e o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, viajou à Rússia três meses depois.

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