Mundo

Rubio diz que ataque ao Catar ‘não vai mudar’ o apoio dos EUA a Israel

Israel atacou os líderes do Hamas reunidos no Catar para discutir uma nova proposta de cessar-fogo apresentada pela administração Trump

Rubio diz que ataque ao Catar ‘não vai mudar’ o apoio dos EUA a Israel
Rubio diz que ataque ao Catar ‘não vai mudar’ o apoio dos EUA a Israel
O presidente Donald Trump ao lado do secretário de Estado Marco Rubio. Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS /AFP
Apoie Siga-nos no

Os Estados Unidos não aprovaram os bombardeios de Israel contra o Hamas no Catar, mas o ataque não mudará o status de aliado de Washington, afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio, neste sábado 13, antes de viajar para esta região.

Os ataques aéreos de terça-feira — os primeiros de Israel contra o Catar, aliado dos Estados Unidos — chocaram a região e colocaram enorme pressão sobre os esforços diplomáticos para alcançar uma trégua em Gaza.

“O que passou, passou. Obviamente, nós não gostamos disso, o presidente [americano, Donald Trump] também não gostou”, declarou Rubio aos jornalistas pouco antes de decolar de Washington para encontrar autoridades em Israel.

“Isso não vai mudar a natureza de nossa relação com os israelenses, mas vamos ter que conversar sobre isso, principalmente qual será o impacto disso” nos esforços de trégua, acrescentou Rubio.

“Precisamos avançar e determinar o que vem a seguir, porque, afinal, ainda existe um grupo chamado Hamas, um grupo maligno.”

Israel atacou os líderes do Hamas reunidos no Catar para discutir uma nova proposta de cessar-fogo apresentada pela administração Trump.

O presidente dos Estados Unidos classificou o ataque israelense como lamentável, repreendeu o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e afirmou que os Estados Unidos souberam do bombardeio tarde demais para impedi-lo.

Ao se referir à visita de Rubio, o Departamento de Estado limitou-se a indicar esta semana que o diplomata americano discutiria “metas e objetivos operacionais” com Israel e demonstraria “o compromisso dos Estados Unidos com a segurança israelense”.

A viagem do secretário de Estado a Israel está prevista para apenas uma semana antes de a França liderar uma cúpula das Nações Unidas em 22 de setembro, na qual vários países ocidentais planejam reconhecer um Estado palestino centrado na Cisjordânia.

A França, exasperada com a ofensiva israelense em Gaza, rejeitou as críticas dos Estados Unidos e de Israel e afirma que deve haver um novo caminho para os palestinos

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo