Roma tem gigantesca manifestação contra a extrema-direita

Com cartazes que diziam 'Fascismo, nunca mais', italianos pediram a proibição do grupo neofascista Força Nova (FN)

Homem levanta placa a favor da vacina anticovid durante protesto. Foto: Alberto Pizzoli/AFP

Homem levanta placa a favor da vacina anticovid durante protesto. Foto: Alberto Pizzoli/AFP

Mundo

Dezenas de milhares de pessoas exigiram, neste sábado 16, a proibição da extrema direita durante uma manifestação em Roma depois dos protestos violentos contra o passaporte sanitário do último fim de semana atribuídos aos neofascistas.

 

 

 

Com cartazes que diziam “Fascismo, nunca mais”, os manifestantes pediram na praça San Giovanni, um lugar associado historicamente à esquerda, a proibição do grupo neofascista Força Nova (FN).

A manifestação reuniu pelo menos 200 mil pessoas, segundo os organizadores.

Líderes do FN estão entre os detidos após o ataque à sede do sindicato CGIL (esquerda), a principal confederação sindical do país, durante a manifestação contra o passaporte sanitário de 9 de outubro.

“Isso não é só uma resposta ao ‘esquadrão’ fascista”, declarou o secretário-geral do sindicato CGIL, Maurizio Landini, usando o termo para designar as forças paramilitares de depois da Primeira Guerra Mundial que se tornaram um braço armado do fascismo italiano.

“Esta praça também simboliza todos aqueles que querem mudar o país, que querem fechar a porta para a violência política”, acrescentou.

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