Mundo
Peru: Sánchez lidera com 9 mil votos de vantagem sobre Keiko Fujimori
O candidato de esquerda assumiu a ponta na segunda-feira, mas a disputa segue voto a voto
O candidato da esquerda à Presidência do Peru, Roberto Sánchez (Juntos pelo Peru), segue na liderança da apuração de votos no segundo turno nesta quarta-feira 10, após ultrapassar, na segunda-feira 8, Keiko Fujimori (Força Popular), filha do ex-ditador Alberto Fujimori.
Às 16h25 desta quarta, com cerca de 97,9% das atas contabilizadas, Sánchez tinha 50,02% dos votos, contra 49,98% de Keiko. A diferença em números absolutos era de cerca de nove mil votos – horas antes, chegou a ser de 40 mil. A disputa, portanto, permanece acirrada.
O resultado final do segundo turno pode ser conhecido somente daqui a duas semanas ou até mais, disse nesta terça-feira à AFP o chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais, Bernardo Pachas.
Para declarar um vencedor, também será necessário revisar atas impugnadas com cerca de 450 mil votos, o que pode levar vários dias. Pachas não descartou que a contagem se estenda até o início de julho, pois dependerá da rapidez com que chegarem as atas do exterior e das áreas rurais do país.
Uma amostra de atas da contagem rápida de duas empresas de pesquisa, Ipsos e Datum, apontou no domingo Sánchez como vencedor por menos de um ponto percentual, dentro da margem de empate técnico.
O resultado apertado da contagem rápida levou Alfredo Torres, presidente da Ipsos Peru, a esclarecer que a amostra tem uma margem de erro de 1,9%. Por isso, e em razão dos fatores ainda pendentes de apuração, “é possível que os números se revertam ou que a diferença aumente”, declarou ao jornal Perú 21.
Keiko Fujimori apela ao legado do pai, acusado de crimes contra a humanidade. Sánchez, congressista e ex-ministro de 57 anos, reivindica o passado camponês do ex-presidente Pedro Castillo.
Um ano e meio após assumir o poder em 2021, Castillo tentou dissolver o Congresso, foi destituído e preso. Como demonstração de lealdade, Sánchez prometeu indultar o ex-presidente e o visitou na prisão.
A votação em segundo turno neste domingo 7, para a qual foram convocados 27 milhões de eleitores, aconteceu sem incidentes, ao contrário do caótico primeiro turno de abril.
(Com informações da AFP)
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